A vida após os cem anos

outubro 16, 2016

Quanto tempo pode-se viver?

"Pesquisas recentes sugerem que pode haver um limite para o nosso tempo de vida – um ponto que seja possível alcançar sem os problemas relacionados à idade. O recorde para a mais velha pessoa da Terra é de 122 anos e as chances de quebra-lo são fracas. - Parece extremamente difícil, se não impossível, romper esse limite devido às complexidades do processo de envelhecimento, declarou um dos pesquisadores, Jan Vijg, um geneticista da Escola de Medicina Albert Einstein de Nova York.

A expectativa de vida em muitos países tem crescido dramaticamente devido à melhora nos cuidados médicos e no saneamento ao longo do último século. A idade máxima da morte também aumentou, levando alguns a acreditar que não existem limites para o quanto as pessoas podem viver. No novo estudo, pesquisadores analisaram dados de mortalidade a partir de um arquivo de dados globais. Encontraram que embora tenha havido saltos na redução de mortes em certos grupos – crianças, mulheres durante o parto e idosos – o grau de melhora foi menor para os mais velhos, aqueles com 100 anos ou mais.

Em seguida examinaram quão velhos eram os centenários quando faleceram. O recorde é de Jeanne Calment, da França, que viveu até os 122 anos. Desde sua morte em 1997, ninguém conseguir quebrar sua marca. Os pesquisadores, então, calcularam quais as chances futuras de alguém chegar aos 125 anos, concluindo que são menores do que 1 em 10.000. Eles pensam que a maior longevidade possível esteja em torno dos 115 anos.

Alguns especialistas em envelhecimento disseram que o estudo não levou em consideração os avanços que tem sido feitos na extensão da expectativa de vida – e da saúde – em certos laboratórios com animais, incluindo ratos, vermes e moscas por meio de manipulação genética e outras técnicas. O objetivo é eventualmente encontrar tratamentos que possam diminuir o processo de envelhecimento em humanos, mantendo-os saudáveis por mais tempo.

Nós podemos efetivamente estender o tempo de vida de várias espécies de animais. Não considero que os humanos sejam uma exceção, disse David Sinclair, um geneticista da Escola de Medicina de Harvard e porta-voz da Federação Americana para o Estudo do Envelhecimento.

Estudos sobre pessoas centenárias encontraram que escolhas de estilo de vida jogam um papel maior que a genética na longevidade. Entre os supercentenários – pessoas que sobrevivem até os 110 anos ou mais – gens são fundamentais, mas ao invés de procurar por uma pílula anti-envelhecimento, as pessoas deveriam focar em comer melhor e em exercitar-se para manter um padrão saudável quando jovens, disse o Dr. Thomas Perls, professor de geriatria da Univ, de Boston que chefia o estudo agora publicado pela Nature (New England Centenarian Study).

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