Temer é o novo presidente do Brasil

Setembro 01, 2016

Após ter sido suspensa da presidência pelo Senado Federal em 12 de maio por 55 votos contra 22 (uma abstenção do presidente da Casa Renan Calheiros e três ausências), no dia de hoje, 31 de agosto de 2016, Dilma Rousseff perdeu definitivamente seu mandato ao lhe ser declarado o Impeachment. Desta feita o Senado contou com quorum total dado pelos 61 Senadores e uma votação ainda mais arrasadora: 61 votos pelo afastamento para apenas 20 contrários, numa longa sessão dirigida pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça, ministro Ricardo Lewandowski. Numa inequívoca demonstração de que a "presidenta" havia perdido quase por inteiro o apoio e as condições de governar, a repudiaram 3/4 dos parlamentares, quando a exigência para sua remoção era de tão somente 2/3 dos votos em plenário.

Anteriormente fora a vez da Câmara dos Deputados, então comandada por Eduardo Cunha que logo se tornaria o arqui-inimigo de Rousseff.  Dos 513 deputados brasileiros, nada menos de 367 votaram pelo afastamento, diante de 137 posicionados pela sua continuidade no cargo, além de 7 abstenções e 2 ausências.

O julgamento ocorreu, formalmente, em função de dois tipos de violações: emissão irregular de 6 decretos de crédito complementar, e atraso no repasse de recursos ao Banco do Brasil para pagamento de crédito agrícola no Plano Safra, forçando o Banco a pagar os agricultores com o próprio dinheiro, o que caracterizou a tomada de empréstimo de um Banco estatal, um procedimento proibido pela Constituição do país.

Os grandes pecados do governo Dilma que resultaram na grave crise que o país atravessa (vide a respeito, neste Site, a matéria "Impeachment: só pedaladas ou toda a obra?") embora não tenham sido diretamente julgados, de fato constituíram a essência do julgamento. Entre as consequências do processo agora encerrado, está a descaracterização e o encolhimento do Partido dos Trabalhadores que nos últimos treze anos ocupara maciçamente a administração pública federal (e também nos estados e municípios) no processo conhecido como "aparelhamento" pelo qual milhares de cargos de chefia e depois de postos básicos de trabalho foram entregues a militantes do partido sem exigência de capacitação técnica ou experiência previa para exercer as funções e executar as tarefas, prejudicando ou anulando o processo clássico baseado no mérito.

[caption id="attachment_3225" align="alignright" width="300"]Posse de Michel Temer no Senado Federal em Brasília - 31/8/2016 Posse de Michel Temer no Senado Federal em Brasília - 31/8/2016[/caption]

Imediatamente após o impeachment ser sacramentado, efetuou-se, no mesmo salão no Senado federal, a posse de Michel Temer. Descendente de libaneses e mestre maçon, está com 75 anos e tem 5 filhos. Sua atual esposa Marcela, 43 anos mais jovem, está grávida do 2º filho do casal. Foi Vice-Presidente da República entre 1º/01/2011 e 31/12/2014 no primeiro período de Dilma Rousseff e, em seguida no segundo mandato de 1º/1/2015 até 31/8/2016, num total de 68 meses   Resta conhecer o que fará nos 28 meses que tem pela frente como o mais alto mandatário do país.

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