Crise brasileira: repercussões internacionais – Caos no Parlamento (Boletim nº 31 de 9/5/2016)

A grande mídia ecoou no mundo todo a espetacular reviravolta promovida por um obscuro deputado do estado mais miserável do país e o único governado pelo partido – PcdoB – que apoia o PT (partido da presidente) na sua desesperada resistência contra o impeachment, ao decidir sozinho que tudo o que foi feito pela Câmara dos Deputados, com a mais cuidadosa sequência legal de procedimentos já seguida no país, merece ser anulado. O senador Waldir Maranhão, ou Marañon como está sendo chamado pelos argentinos, presidente em exercício da Câmara dos Deputados, conquistou apenas felizes mensagens de apoio dos governos bolivarianos da Venezuela, do Equador e da Bolívia.

Para nova surpresa geral, “Marañon” assinou outro ato cerca da 1/2 noite do mesmo dia, revogando aquele que assinara pela manhã. O ato revelou seu intenso despreparo, reforçou suspeitas de que não foi apenas “convencido” pelo Advogado Geral da União José Eduardo Cardozo e pelo governador do seu estado natal Flávio Dino, além de colocar o país no ridículo perante o mundo. Também se tornou o alvo de possível cassação do seu mandato e de expulsão do PP, partido ao qual pertence, expôs irritadas senadoras do PT como a paranaense Gleisi Hoffman e a amazonense Vanessa Grazziotin a fazer-lhe aos berros enfáticas defesas contra a decisão do presidente do Senado de desconhecer o ato do presidente interino da Câmara, além de se transformar em tema preferido de piadas em todo o Brasil. “Maranhão anulou o resultado de 7×1 da partida frente a Alemanha na Copa do Mundo”, disseram uns, “Ele apagou o registro de nascimento de seu arquiinimigo, o ex-presidente José Sarney”, riram outros. Logo descobriram que ele é um sósia de folclórico deputado Tiririca, mas este se apressou em raspar o bigode dizendo que não queria parecer o agora notório senador maranhense.

Eis as principais manchetes:

Rousseff impeachment vote annulled, throwing Brazil legislature into chaos (Processo de impeachment de Rousseff anulado, lançando Legislativo do Brasil no caos)The Guardian – Londres:

From boom to bust: Brazil on the brink (Do auge à ruina: Brasil na beira (do desastre) –  Brazilian markets fell sharply after the decision was announced [Mercados brasileiros came rapidamente logo depois da decisão ser anunciada <da suspensão do processo do impeschment>) – Al Jazeera

Tumulto no Brasil logo que o processo de impeachment é anulado – The New York Times

El mercado brasileño se hunde tras la suspensión del juicio a Rousseff  (Mercado brasileiro afunda após a suspensão do juízo a Rousseff) –  CLARIN, Buenos Aires

Sorprendente giro en Brasil: anulan la sesión de Diputados que aprobó el impeachment contra Dilma. El presidente interino de la Cámara de Diputados, Waldir Marañón, comunicó la decisión hoy. LA NACIÓN, Buenos Aires

Gobierno venezolano celebra anulación del juicio contra Dilma Rousseff .   De igual forma, el canciller de Ecuador, Guillaume Long, dijo estar de acuerdo con la decisión del presidente interino de la Cámara de Diputados de Brasil, Valdir Maranhao, de anular el juicio político contra la mandataria brasileña (EL NACIONAL, CARACAS)

 “Interferência do Judiciário na crise não é remédio, mas parte da doença”  EL PAÍS ESPAÑA

Líder da Câmara dos Deputados manda impeachment para trás – Diário de Notícias – LISBOA

Rousseff’s impeachment process back on track: Senate votes on Wednesday

by en.mercopress.com (Site: Digital News World)
Brazilian President Dilma Rousseff’s impeachment process and possible suspension from office is back on track after the acting speaker of the Lower House, Waldir Maranhao repented and withdrew his controversial decision to annul an April 17 impeachment vote. (Processo de impeachment de Rousseff volta atrás: Senado vota na 4a. feira. O processo de impeachment e possível suspensão do posto da presidente brasileira Dilma Rousseff voltou atrás depois que o atual presidente da Câmara dos Deputados Waldir Maranhão arrependeu-se e retirou sua controversa decisão de anular uma decisão pró-impeachment tomada em 17 de abril).

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