5,7 bilhões ao dia em tributos no Brasil

Dezembro 31, 2015

[caption id="attachment_2631" align="alignleft" width="300"]Nunca se dando por satisfeitos, ministro da Fazenda atual segreda algo ao anterior, planejando arrecadar ainda mais tributos Nunca se dando por satisfeitos, ministro da Fazenda atual segreda algo ao anterior, planejando arrecadar ainda mais tributos[/caption]

Com um aumento de 2,8% sobre o surrupiado do bolso dos brasileiros no ano anterior, 2015 está fechando com uma arrecadação total de 2 trilhões de reais na somatória de todos os tributos (impostos, taxas, contribuições), o equivalente a 468,6 bilhões de euros ou 512,1 bilhões de dólares americanos.

São quase R$ 4 milhões (R$ 3.964.229,88 para sermos precisos) arrecadados por minuto e R$ 5,7 bilhões por dia. Equivale a 37,35% do PIB brasileiro que é de R$ 5,35 trilhões. Mas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), entre os 30 países que mais cobram impostos no mundo, o Brasil fica em último lugar pelo Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade (Irbes), confirmando a noção popular de que não se percebe o retorno pelo poder público de tudo o que se lhe paga. Em média, cada habitante deste país deve trabalhar cinco meses de cada ano somente para pagar os tributos que obrigatoriamente deve ao governo.

Vai para os cofres federais 66% do total (R$ 1,32 trilhão), cabendo às 27 Unidades Federadas 28,5%, (570 bilhões) e ao conjunto dos 5.570 municípios brasileiros 5,5% (111,6 milhões ou 20.036,00 para cada um, em média).

Na frente de todos está o ICMS que responde por 19,96% dos dois trilhões, seguido pelo INSS com 19,18%, pelo Imposto de Renda com 15,62%, pelo Cofins com 10,13% e pelos demais 57 tributos catalogados no site do Impostômetro. No entanto isso não é tudo. Segundo o site "www.portaltributario.com.br", são 92 tributos no país. E olhe lá, pois não fica claro no Impostômetro o que ele exclui de suas contas. Vale observar, ainda, que para quem obedece a massiva propaganda feita pelas Loterias do Brasil, as apostas na Megasena acumulada ou não, na Quina, etc., etc., representam um imposto semanal inevitável. Da mesma forma, os motoristas de automóveis dificilmente conseguem escapar da tributação colateral que na prática só os castiga - com mínimos benefícios até mesmo para as terríveis estatísticas nacionais do trânsito -, aplicada pelos famosos pardais ou pela Lei Seca. Estes são tributos que se dessem algum resultado teriam que diminuir ano a ano e não, como ocorre, aumentar constantemente para alegria do erário municipal.

Enquanto isso, os olhos gulosos da falida fazenda pátria brilham quando pensam nas possibilidades de garfar ainda mais o já combalido contribuinte tupiniquim. Agora mesmo as autoridades econômicas martelam na mídia diuturnamente a necessidade vital de que seja reinstituído o tal de Imposto sobre o Cheque (CPMF) e de alguns tributos mais. Acham que o governo, não obstante tenha desperdiçado boa parte do que obteve nos anos recentes - por gestão incapaz e pela imensa corrupção institucionalizada -, precisa de mais dinheiro, esquecendo-se do que disse em frase memorável a então 1a. Ministra britânica Margaret Thatcher: "O governo não produz dinheiro. Quem o produz são as famílias." A atual política econômica da nação, graças à crise auto-produzida, conduz ao rápido e inexorável empobrecimento da população.

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