Veto russo a investigação de mortes do MH17

No dia 19 deste mês de julho cumpriu-se um ano desde que o vôo MH17 da Malaysian Airlines foi covardemente abatido por um missil russo no leste da Ucrânia. Todos os 298 tripulantes e passageiros morreram. Quem lançou o mortífero artefato? Evidências abundantes culpam separatistas ucranianos pró-Rússia e colaboradores russos pelo ocorrido, mas até hoje não foi possível conduzir uma investigação detalhada e concreta, com o que Putin pode continuar dizendo que “acha” que a responsabilidade seria do exército ucraniano.

Agora uma resolução do Conselho de Segurança (CS) da ONU, proposta por Austrália, Bélgica, Malásia, Ucrânia e Holanda, visando apoiar um tribunal internacional para investigar causas e autores da derrubada do avião malaio, recebeu o voto favorável de onze dos quinze membros, mas foi bloqueada pelo veto isolado imposto por Vitaly Churkin, embaixador de Moscou na ONU. Ele utilizou o poder de veto que seu país detém (junto com China, Estados Unidos, Reino Unido e França). Outros três componentes do Conselho – China, Venezuela e Angola – se abstiveram. Para ser aprovada no CS a proposta deve receber apoio unânime, uma metodologia considerada medieval em pleno século XXI que na prática impede a apuração de crimes hediondos como esse e deixa impunes seus autores e responsáveis.

Embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, ergue o braço impondo o veto ao tribunal que julgaria o bombardeio do vôo MH17. (AP Photo/Bebeto Matthews)
Embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, ergue o braço impondo o veto ao tribunal que julgaria o bombardeio do vôo MH17. (AP Photo/Bebeto Matthews)

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