Malbec: a combinação exata para qualquer preparo da carne

Malbec, uva símbolo do terroir argentino

Quase ao final do ano passado o diário londrino The Telegraph dedicou uma de suas colunas especializadas em vinhos, escrita por Susy Atkins, a uma das mais bem adaptadas uvas do novo mundo: a malbec argentina.

Desde logo o texto destaca o perfeito casamento entre uma taça malbec com um bom filé acompanhado por salada e pedindo por favor para esquecer qualquer tentação de acrescentar batatas fritas às refeição. Restaurantes de Buenos Aires e da região produtora de Mendoza fornecem os melhores endereços para essas delícias, mas o sul do país não fica atrás e de fato tem produzido magníficos exemplares da uva que se tornou um símbolo da indústria vinífera argentina e fornee vinhos aos preços mais competitivos de todo o mercado mundial..

De fato, o típico aroma de cherry e cassis de um malbec de corpo médio oferece uma combinação quase única com a excelente carne dos pampas mais ao sul do continente, adaptando-se como uma luva até mesmo a uma peça de pura e suculenta carne.

Mas, há outras possibilidades a explorar!

Que tal um delicioso marreco? Um risoto com cogumelos? Ou uma massa com aquele molho italiano?

Malbec, uva símbolo do terroir argentino

A malbec é originária da França e ai excelentes vinhos continuam sendo produzidos especialmente no sudeste , em Cahors, com o nome original de malbec/côt para acompanhar um cordeiro assado ou mesmo uma carne feita na panela.

Por ultimo, diz a autora, tente um suculento malbec feito de uvas maduras do Novo Mundo com um bolo de chocolate. Surpreso? Trata-se do sabor cereja, da black cherry que em sua exuberância une-se perfeitamente ao chocolate e, quem sabe, com um gostoso petit-gateau na sobremesa.

Como sugestão: um Malbec 2013 da Patagônia, característico do terroir do extremo sul: vinho redondo, aroma de cereja, amadurecido mas equilibrado com toques de violeta.

Compare com um Malbec Morador 2013 de Mendoza e, indo mais longe, com um Nelson Malbec 2013 da Nova Zelândia, uma proveniência pouco usual para um malbec, menos intenso que os argentinos, mas perfeitamente ajustado – por seu sabor a ameixa e uva passa – a um jantar onde um pato em seu ponto exato  for o prato principal. .

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