Itamarati não paga e perde status na ONU

Cada vez mais desprestigiado orçamentariamente ao longo dos últimos quatro governos, o Itamarati que enfrenta dificuldades para manter suas embaixadas mundo afora tornou-se incapaz de cumprir com seus compromissos financeiros perante os organismos da estrutura da Organização das Nações Unidas. Passou a acumular débitos e agora começa a perder, além de prestigio, o direito a participar de decisões e de votar mesmo em causas de seu direto interesse, como na submissão que terá de ser feita à Agência Internacional de Energia Atômica – AIEA – de salvaguardas para aparelhos dos submarinos nucleares brasileiros em construção. Sem pagar as contribuições o país já acumula uma dívida estimada, de acordo com reportagem do jornal O Estado de São Paulo (28/01/2013) em 259 milhões de dólares.

São, entre outros, US$ 35 milhões para a AIEA, US$ 23,8 milhões para a Unesco, US$ 15 milhões para a Unido, US$ 15 milhões para a FAO, US$ 76,8 milhões para a Secretaria Geral da ONU; US$ 87 milhões para o fundo que custeia as Operações de Paz, entre as quais a comandada pelo Brasil no Haiti. Já sem direito a voto, por esta razão, na Assembleia das Partes do Tribunal Penal Internacional, o Itamarati vê seus melhores quadros sendo alijados das disputas por relevantes posições internacionais, enfraquecendo sobremaneira sua mais antiga reivindicação: participar do Conselho de Segurança da ONU.   Enquanto isso a presidente Dilma Rousseff, em período de profundas dificuldades financeiras internas, ao invés de se fazer presente nas reuniões do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, dá preferência a uma viagem à Bolívia a fim de assistir a posse em novo mandato do presidente – ao que parece eterno – Evo Morales.

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