França, Vaticano, Filipinas e o terror

Enquanto o presidente François Holande convoca 10 mil homens para reforçar as tropas de proteção contra novos atentados no país, crescem as preocupações em torno da figura do Papa Francisco, seja em Roma, seja em sua atual viagem à Ásia.

Inicialmente o embaixador do Iraque junto à Santa Sé declarou ao jornal florentino La Nazione que o ISIL planejava um ataque ao Vaticano tendo o Papa como alvo. Logo o serviço secreto norte-americano avisou a Igreja de que havia perigo iminente de um ato terrorista contra Sua Santidade. Mesmo assim, a viagem à Ásia foi confirmada, iniciando-se esta semana pelo Sri Lanka, país onde 70% dos fiéis são budistas, 13% hindus, 10% muçulmanos e apenas 7% católicos.

Mas é nas Filipinas, onde a visita começa nesta 5a. feira 15 de janeiro que a situação é potencialmente mais tensa pela tradição negativa do país nesse terreno. Em novembro de 1970 o boliviano Benjamin Mendoza trajando uma batina clerical infiltrou-se entre a segurança do aeroporto em Manila e atacou o recém chegado Papa Paulo VI com um punhal errando por muito pouco sua garganta. Em 1995 foi a vez do Papa João Paulo II  sofrer um atentado com uma bomba, frustrado pela explosão precoce do artefato assassino. Agora 37 mil policiais e soldados foram mobilizados para fazer a segurança papal durante seus cinco dias de visita ao país. No ano passado, segundo o então presidente Fidel Ramos, pelo menos cem jovens filipinos foram para o Iraque e para a Síria afim de engajar-se como militantes do ISIL.

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