Ebola, emergência internacional e recomendações do Min. da Saúde

A Diretora Geral da Organização Mundial da Saúde, a chinesa Margaret Chan, declarou neste 8 de agosto de 2014 o Ebola uma emergência internacional de saúde pública, dizendo que os países afetados simplesmente são têm capacidade para lidar com um problema destas dimensões e complexidade. Pediu à comunidade internacional que lhes dê suporte com a maior urgência possível.

Nas Américas, ainda há desconhecimento a respeito das verdadeiras causas da epidemia que atinge a África e da possibilidade real de que o vírus do ebola consiga chegar por aqui. Discute-se, por exemplo, a importância de monos, morcegos e ratos na cadeia de transmissão. O Ebola é um vírus “a RNA” e pertence à família Filovirus. Consiste numa única molécula de RNA negativo enrolada, apresentando proteínas incorporadas responsáveis pela sua conformação. Pode ou não apresentar envelope (proteção externa). A reportagem a seguir foi publicada na revista Semana de Bogotá.

Em seguida, leia as recomendações da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde brasileiro, feitas na primeira semana deste mês de agosto de 2014.

 

¿Llegará el ébola al continente americano?

ENFERMEDAD Ante el miedo por el virus que puso en emergencia a África, expertos hablan de las posibilidades de que este se disemine.

¿Llegará el ébola al continente americano?. Según cifras de la Organización Mundial de la Salud se han presentado 1.323 casos y 729 muertes desde que comenzó la epidemia de ébola.

EFE – Según cifras de la Organización Mundial de la Salud se han presentado 1.323 casos y 729 muertes desde que comenzó la epidemia de ébola.

Dos médicos estadounidenses, Kent Brantly y Nancy Writebol, se contagiaron con el ébola cuando trabajaban en un centro asistencial de Liberia con enfermos de ese virus. Hace una semana fueron transportados hasta Atlanta, Estados Unidos, para recibir un tratamiento especializado.

La noticia no dejó de alarmar a muchos que creen que este podría ser el comienzo de una epidemia global y que llegaría al continente americano.
La preocupación es entendible si se tiene en cuenta que en este brote del ébola, que comenzó en marzo en África occidental, ya ha infectado más de 1.500 personas y ha cobrado la vida de 600 más. Según los infectólogos, su tasa de letalidad es del 60 %.

Sin embargo, los expertos en epidemiología no creen que el virus del ébola se disemine por otros continentes. “No es riesgo cero pero sí es muy bajo”, dijo a los medios de comunicación Bruce Hirsh, un experto en enfermedades infecciosas del North Shore University Hospital en Estados Unidos.
Los especialistas explican que esto se debe a que el virus del ébola no es como la gripa común que se transmite por el aire sino que se requiere de un contacto estrecho con el paciente ya sea a través del vómito, sangre, heces y otros fluidos corporales.
“La población en riesgo son los familiares y los cuidadores”, señala Art Reingold, de la facultad de Salud Pública de la Universidad de California.
Los expertos consultados por Semana.com dicen que en países desarrollados como Estados Unidos, y aún en países en desarrollo como Colombia, los sistemas de salud tendrían capacidad de controlar el brote. Para esto lo más importante sería detectar los casos a tiempo y aislar a los pacientes.
Lo anterior ha sido imposible en África por varias razones: el desconocimiento de la población frente al virus y la falta de centros de atención y hospitales. Esto hace que muchos de los enfermos estén bajo el cuidado de familiares en sus casas, una situación que los pone en riesgo de contagio. “Además, influyen temas culturales como el hecho de que en los rituales de los entierros los familiares despiden a sus muertos con abrazos”, explicó un epidemiólogo consultado por Semana.com.
Los países afectados son muy pobres y tienen poco atractivo turístico. Por eso uno de los temores es que la epidemia se disemine por Tanzania, que atrae a cientos de turistas al año. Hasta el momento Médicos sin Fronteras ha estado al frente de la situación. Pero se necesita de un esfuerzo mayor. En un artículo en el New York Times Ken Issac, de la organización Samaritan Purse, hace un llamado para que otros se unan a la lucha. “Se requieren más médicos y elementos de cuidado para el paciente pero sobre todo es importante desarrollar una campaña de prevención. Aunque no hay cura para el ébola, la gente puede sobrevivir a esta enfermedad si se tiene intervención médica temprana”, afirmó.
RECOMENDAÇÕES DO MINISTÉRIO DA SAÚDE  – EBOLA
Fonte: Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde do Brasil [05/08/2014] 
<https://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretarias/svs/noticias-svs/14096-surto-pelo-virus-ebola-no-oeste-da-africa-situacao-atual-e-recomendacoes-do-ministerio-da-saude>
Surto pelo vírus Ebola na África ocidental: situação atual e
recomendações do Ministério da Saúde
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem chamado a atenção para a
persistência de um surto pelo vírus Ebola na região ocidental da
África. Libéria, Guiné e Serra Leoa são os países onde este surto
ocorre. Um caso de viajante originário da Libéria foi recentemente
diagnosticado na Nigéria.
Esse surto já causou, nos 3 países, 1.603 casos e 887 mortes (dados
atualizados em 4 de agosto pela OMS), sendo o mais extenso e duradouro
surto de febre hemorrágica por Ebola já identificado no mundo.
É possível controlar surtos de Ebola com medidas relativamente
simples, como a adoção de práticas básicas de biossegurança em
serviços de saúde e no atendimento aos doentes (isolamento dos
pacientes; uso de máscaras, luvas e aventais pelos profissionais de
saúde; e limpeza adequada de superfícies, entre outras medidas) e,
na comunidade, evitando que pessoas tenham contato com o sangue e
fluidos corporais dos pacientes.
Entretanto, a precariedade das condições no atendimento aos
pacientes e as práticas culturais e religiosas em algumas áreas dos
países atingidos têm dificultado a contenção do presente surto.
Profissionais de saúde têm sido infectados ao atenderem, sem as
devidas condições de biossegurança, os doentes. Parentes e amigos
têm sido infectados durante os rituais praticados ao cuidar de
pacientes nas casas e durante velórios.
Por esses motivos, a OMS está coordenando doações e envio de
equipes de profissionais de saúde para apoiar os países acometidos
e, dessa forma, buscar a interrupção do surto.
O Ministério da Saúde do Brasil já enviou quatro kits de saúde
para Guiné, cada um com 58 diferentes itens de medicamentos e
materiais médicos, que são utilizados em situações de calamidades,
e está enviando cinco kits semelhantes para a Libéria e outros cinco
para Serra Leoa.
O vírus Ebola foi identificado pela primeira vez em 1976, no Zaire
(atual República Democrática do Congo), e, desde então, tem
produzido vários surtos no continente africano. Esse vírus pode ser
transmitido para seres humanos que têm contato com sangue, órgãos
ou fluidos corporais de animais infectados, como chimpanzés, gorilas,
morcegos-gigantes, antílopes e porcos-espinhos.
A transmissão de uma pessoa para outra também exige o contato direto
com sangue, fluidos corporais, tecidos ou órgãos de pessoas
infectadas ou contato com objetos contaminados, como agulhas de
injeção e lençóis utilizados pelos doentes. O período de
transmissibilidade só se inicia quando aparecem os sintomas.
A doença é caracterizada como uma febre hemorrágica, cuja
letalidade pode variar de 60% até 90%. Por isso, os surtos produzidos
pelo vírus Ebola são graves, ainda que, geralmente, autolimitados.
Por suas características, a possibilidade de disseminação global do
vírus Ebola é muito baixa.
O Ministério da Saúde do Brasil recebe atualizações diárias da
OMS sobre a situação do surto de Ebola, bem como de qualquer outra
situação de potencial emergência de saúde pública, que são
analisadas quanto ao potencial risco ao país e embasam as medidas
para confirmação do diagnóstico e de proteção a serem adotadas. O
Ministério dispõe também de laboratório com capacidade para o
diagnóstico da doença e identificação do vírus Ebola.
As equipes de bordo das companhias aéreas que fazem vôos
internacionais devem notificar as autoridades sanitárias no aeroporto
de destino sobre qualquer passageiro que apresente quadro de doença
infeciosa durante a viagem. A partir dessa comunicação, é
providenciada a remoção desse passageiro e transferência para
hospital de referência.
Os profissionais de saúde devem notificar, imediatamente, às
secretarias municipais e estaduais de Saúde e ao Ministério da
Saúde, de acordo com a Portaria Nº 1.271, de 6 de junho de 2014, os
casos de viajantes que chegam ao Brasil provenientes desses países e
que apresentem os sintomas da doença produzida pelo vírus Ebola.
Para brasileiros que tenham viagens aos países mencionados, é
recomendável que evitem qualquer contato com animais e com sangue ou
fluidos corporais de pessoas doentes ou falecidas. No caso de
atividades profissionais que envolvam a assistência aos doentes e
familiares ou que impliquem em contato com animais ou tecidos
extraídos de animais, é preciso adotar as medidas de biossegurança
apropriadas.

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