Vinhos com natamicina no sul brasileiro

Maio 04, 2014

O acréscimo de antibióticos para acelerar e prolongar irregularmente a vida dos vinhos nas garrafas é um atrativo ao qual algumas vinícolas, que em geral não conseguem espaço no mercado, não resistem. Em conferência pública realizada em Porto Alegre dia 2 de maio último, o Serviço de Inspeção Vegetal do Ministério da Agricultura divulgou que exames laboratoriais detectaram a presença da substância natamicina (antifúngico cujo efeito é o de aumentar o tempo de conservação do vinho) em rótulos de treze vinícolas gaúchas de 2ª. linha: Casa Gilioli, Casa Gilioli Seleção, Casa Motter, Bela Itália, Del Tchodo, Bortolini, Quinta Estação, Cave Titton, Bampi, Forqueta, Muraro, Adega Forqueta, Don Victor Emanuel, Santini, Capelleti, Santa Teresa de Calcutá, Santa Teresa de Ávila, San Francisco, Don Silvestri, Del Prado PIO XII.

A natamicina ao ser adicionada no processo de engarrafamento pode criar resistência a antibióticos e seu uso como conservante é proibido pela Anvisa.

Os vinhos em comercialização já foram recolhidos, sendo todos “de mesa  suave” brancos, tintos ou rosados. Pelo Instituto Brasileiro do Vinho – Ibravin  - seu diretor Carlos Pavini declarou que a fraude prejudica a imagem do vinho gaúcho no mercado e espera que as empresas responsáveis sejam autuadas.  Estas em geral disseram-se surpresas ou alegaram que as análises do Ministério ainda são inconclusivas. Para ver a relação completa dos produtos, consulte “g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2014/05/”.

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