Os melhores vinhos

Duas revistas de peso – Decanter e Wine Spectator – acabam de apresentar suas listas de grandes vinhos, a primeira com as notas de 538 vinhos da safra Bordeaux 2013, a segunda com os Top 100 Wines of the year. As relações não são comparáveis, mas servem como  competentes avaliações para orientar consumidores e comerciantes do mundo inteiro.

No caso da safra das margens dos rios Garonne e Dordogne, as condições climáticas desfavoráveis fizeram os produtores considerar o ano como uma guerra contra a natureza. Ainda assim, todos os grand-crus e e mais alguns classificados como “second wine” fizeram com que chegasse a 42 o total dos que obtiveram notas máximas, acima de 91 num máximo de 100 pontos.

Dois brancos secos – Charteau D’Yquem de Sauternes e Chateau Haut Brion Blanc de Pessac Léognan – ambos à margem esquerda, receberam a valoração técnica mais elevada: 95 pontos. A seguir (94 ptos.) vieram os Chateaux Haut-Peyraguay, Des Fragues e Guiraud de Sauternnes; Haut-Brion e Haut Brion Blanc de Pessac-Léognan; Lafite-Rotschild, Latour e Mouton Rotshild de Pauillac; Margoux do terroir do mesmo nome e Leoville-Las Cases de St. Julien.  A subregião de Sauternnes, vocacionada para os vinhos doces de alta qualidade predominou com onze indicações no estrato dos grandes entre os grandes, seguida por Pessac-Léognan, Pauillac e Pomerol com cinco cada; St. Emilion e Margoux ambas com três; Barsac com dois e St. Estèphe com um.  A relação completa que inclui o terroir de origem e a categorização em 1º ou 2º vinho (ou sem estas denominações) está no site “www.decanter.com”.

Já o rol do Wine Spectator está baseado em quatro critérios: qualidade, valor (custo-benefício), disponibilidade e “excitement” que se refere a impressões subjetivas que, afinal, realmente conferem o mérito da bebida para quem o degusta. Corresponde a uma seleção dos “cem mais” dentre os milhares experimentados pela equipe de especialistas da revista em 2013 e não se limita aos vinhos produzidos nos Estados Unidos nem a uma safra específica.

Eis os doze primeiros (todos com 95 pontos sobre 100, ou mais) pela ordem de classificação com o país de origem e o preço da garrafa em dólares norte-americanos: Cune Rioja Imperial Gran Reserva (Espanha a $ 63) – Chateaux Canon La Gaffilière St. Emilion (França a  $ 103) – Domaine Serene Pinot Noir Willamette Valley Evenstad Reserve (EUA a $95) – Hewitt Cabernet Sauvignon Rutherford (EUA a $92) – Kongsgaard Chardonnay Napa Valley (EUA a $75) – Giuseppe Mascarello & Figlio Barolo Monprivato (Itália a $110) – Domaine du Pégau Châteuneuf du Pape Cuvée Reservée (França a $120) – Chateaux de Beucastel  Châteuneuf du Pape (França a $120) – Lewis Cabernet Sauvignon Napa Valley Reserve (EUA a $135) – Quilceda Creek Cabernet Sauvignon Columbia Valley (EUA a $135) – Reynvaan Syrah Walla Walla Valley Stonessence (EUA a $70) – Turley Zinfandel Paso Robles Dusi Veneyards (EUA a $70).

A lista inclui três vinhos argentinos (Bodega Norton Malbec Reserva 2011 a US$ 20, Alto de las Hormigas Malbec Valle del Uco Reserva a $24 e Achával-Ferrer Malbec Mendoza 2011 a $125), alguns poucos portugueses, apenas um chileno (Viña Santa Rita Triplec Valle del Maipo, 2008 a $40) e, obviamente, nenhum brasileiro. Veja a relação completa incluindo pontuação, safra e preço individualizados em”www.winespectator.com”.

 

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