Viagem pelo mundo dos vinhos e da filoxera

Pandemia e vinhedos em pé franco

Há poucos anos em uma visita a Luiz Pato em seu terroir na Bairrada, a montante de Coimbra, encontrei-o transbordante de alegria por ter tido sucesso com uma primeira partida de um vinho com a cepa típica local, a baga, plantada em pé franco. Numa grande deferência pessoal, tirou uma amostra diretamente de um tonel de 250 litros de madeira francesa onde o vinho evoluía, para fazermos um brinde. Ainda em fase de preparação o vinho já mostrava suas excepcionais qualidades. “Muitos diziam que isto era uma loucura, tempo perdido, pois o pulgão da filoxera continua por ai, em toda parte, e o uso do ‘cavalo’ não é uma opção, é obrigação”. Teimoso, decidiu desafiar a lógica: escolheu uma pequena e retirada banda de terreno, solo argilo-calcário (pura pedra para quem o observa pela vez primeira), e deu jeito de plantar as raízes de sua baga diretamente no solo, o mais fundo que lhe foi possível, obrigando a planta a percorrer uma sofrida e dura trajetória.  O resultado final permitiu obter cerca de 80 caixas por ano do “Vinha das Valadas Tinto” e mais tarde do “Quinta do Ribeirinho” que é vendido na propriedade a 179 euros e no Brasil pela Mistral (que alega custos com impostos e a raridade do produto) por R$ 1.530,00 a garrafa.

Uma plantação em pé franco é aquela que não usa porta-enxerto; é a mesma planta da raiz ao tronco. É também dita “pré-filoxera” para significar que naturalmente está isenta da praga que no século XIX arrasou os vinhedos europeus ao ponto de que não poucos consideraram que o vinho deixaria de existir.  Originária dos Estados Unidos onde não passava de um incômodo sem maiores consequências, encontrou ambiente propício para sua expansão ao ser transportada em mudas viníferas para solos europeus. Detectada primeiramente em 1863 em Gard Na França e Hammersmith na Inglaterra, logo a praga avançou como uma verdadeira pandemia pelo Ródano francês, alcançando o Vale do Douro português, daí para a Suíça, Alemanha, Áustria e em 1875 já saltara para a África do Sul, Austrália, Argélia, Peru, Marrocos, Turquia e enfim a totalidade do planeta aniquilando toda e qualquer videira que lhe cruzasse o caminho.

Até hoje nunca foi erradicada por país algum, embora a imposição de quarentenas pelos sistemas sanitários nacionais tenha se tornado uma prática comum. O fato de que a filoxera seja uma pequena família com apenas 75 espécimes reconhecidas não impede que sua forma mais destrutiva – a  Daktylosphaera vitifoliae -, um pulgão de pouco mais de 1mm, ataque as raízes e as folhas do vinhedo. Efeitos de temperaturas extremas tampouco se fizeram notar, seja na Armênia em região (Vale Ararat) onde os termômetros variam de -30 a +42 graus celsius; seja nos mais gelados terroirs russos desde o Cáucaso e a Moldávia até a região de Rostov (+40 a -32 celsius) junto à Ucrânia. Em distintas condições climáticas na Austrália e na África do Sul a temperatura não se mostrou um fator capaz de impedir o alastramento da praga. É possível que o processo de mudanças climáticas ora afetando o mundo venha a condicionar tanto a distribuição espacial da filoxera quanto suas relações com as plantas viníferas, face à redução de disponibilidade de água e elevação da presença de dióxido de carbono, mas estudos sobre qualquer impacto direto desses fatores não estão disponíveis ou não justificam otimismos. O uso intensivo de inseticidas não é recomendado, pois além de exigir reaplicações pelo menos anuais tem elevada toxicidade para o meio ambiente e para o solo. A capacidade do inseto em agredir a raiz até a um metro de profundidade evita a ação contrária dos inseticidas superficiais.

Porta-enxertos, o Chile, as Canárias e o Deus do vinho

Dionisio, o Deus do Vinho

A solução universalmente adotada veio do país de nascimento da filoxera, os Estados Unidos, cujas plantas se mostraram resistentes à praga. Em uma raiz e caule de videira americana enxerta-se a vitis vinífera (trepadeira da família das vitáceas cujo fruto é a uva) para obter uma videira saudável, resistente à filoxera. O “cavalo de videira” salvou a produção global de vinhos e ainda hoje é empregado, uma vez que o inseto permanece ativo. M. Walker (The American Society for Enology and viticulture, 1992) explicou: “para evitar prejuízos, cultivares de vitis vinifera são obrigatoriamente enxertados sobre porta-enxertos de origem americana resistentes à forma radiculada da praga”.

Algumas regiões, no entanto, foram poupadas. O caso mais conhecido é o do Chile. De acordo com José Del Pozo em sua “Historia del vino chileno” (Editorial Universitaria,  Santiago de Chile, 1988) em 1880 notícias da chegada da filoxera em Buenos Aires causaram grande alarme. Uma proibição de importação de vides americanas e mesmo de fazer enxertos, anunciadas três anos antes, nunca foi de fato respeitada. Uma grande importação de cepas francesas foi autorizada em 1900, mas a carga ao chegar a Valparaíso foi destruída por seu aspecto suspeito. Para este autor “si la filoxera no llegó a Chile fue en parte porque la suerte ayudó a los viñateros chilenos”. Na verdade, o país beneficiou-se da junção de quatro fatores geográficos e climáticos: ao norte o Atacama, deserto mais árido do mundo; a leste a Cordilheira dos Andes com picos de até 6,9 mil metros; ao sul o fim do mundo com a Patagônia e a Antártica; a oeste o Oceano Pacífico e a Cordilheira da costa. Barreiras inexpugnáveis, fizeram com que os vinhos chilenos conquistassem a aura de pureza e da nobreza das cepas não enxertadas. Embora não haja uma relação direta entre a ausência da filoxera e a qualidade do vinho, os cardiologistas passaram a lembrar que os tintos chilenos, nunca contaminados, são um bom modelo para consumo de quem espera sobreviver com mais saúde.

Por razões distintas as Ilhas Canárias, um arquipélago de oito ilhas situadas justo em frente ao Marrocos e ao Saara no norte da África, numa extensão de 7,4 mil km2  e 2 milhões de habitantes, nunca conheceu a filoxera. Seus solos de origem vulcânica são uma ponte entre Europa, África e Américas, constituindo o ponto mais periférico da União Europeia. Em Tenerife ou Las Palmas, ilhas da eterna primavera, apesar da passagem contínua ao longo dos séculos de migrantes e viajantes de todos os tipos, certamente muitos deles transportando mudas de plantas, entre elas videiras, a praga jamais se desenvolveu. A Malvásia é a cepa tradicional produzindo brancos de pouca expressão nas Canárias, com a Moscatel e os tintos da Listán Negro mantendo o padrão geral de vinhos apenas agradáveis.

Seguindo o mesmo caminho de Luis Pato, os franceses Catherine e Louis Poitout deram com um pé de chardonnay isento de filoxera numa pequena parcela de Villy (Departamento de Yonne na Borgonha), um povoado com 104 habitantes a 10 km de Chablis. O solo argilo-calcáreo e um regime todo particular de chuvas e secas mantiveram a planta viva e sadia provavelmente desde os idos de 1860, e agora o casal orgulha-se ao mostrar o lote de 1000 garrafas de um “Petit Chablis Franc de Pied – L’Inextint 2013”. O Inextinto, explica o rótulo, é o vinho que não se apagou jamais. Os espanhóis da Segóvia conseguiram proeza similar numa área do planalto central de Castilla y León, com um vinhedo estimado em pelo menos 60 anos. Dai surgiu o “Vino Blanco Nieva Pie Franco” da Denominação de Origem Rueda em terreno arenoso à base da cepa verdejo a 13%, que na propriedade é vendido a cerca de 17 euros. A experiência também foi exitosa na D.O. Manchuela com a varietal Bobal que originou o “Ponce Pie Franco” da safra 2016 a 13% obtido sob duras condições climáticas em plantações de baixa produção no município de Iniesta (província de Cuenca), onde pode ser encontrado a pouco menos de 13 euros.

Solos vulcânicos e arenosos  

Igualmente com uma base de antigas rochas de origem vulcânica, na ilha grega de Santorini, os brancos com a uva Assyrtiko costumam ser excelentes adaptando-se à perfeição ao clima quente às margens do mar Egeu. Esta cepa é encontrada, ainda, no estado grego da Macedônia, onde se destina principalmente à produção do Retsina, um típico vinho grego feito à base de resina. Mas ai, ao contrário do que se dá em Santorini, a filoxera está presente.

Logo adiante, já em direção ao Egito e à Líbia pelo Mediterrâneo, na ilha de Creta, onde estão alguns dos mais antigos vinhedos da Europa, a filoxera surgiu tardiamente, por volta de 1960. Contudo, grande parte dos parreirais ainda são plantados, com sucesso, em pé franco. O elevado padrão de consumo pelos cretenses tem como base uma tradição secular originária dos deuses helênicos. Para Dionísio, o Deus do vinho, a bebida era sempre uma presença obrigatória à mesa. O transporte de vinhos em ânforas por navios comerciais cipriotas remonta a 2.300 A.C., possivelmente fazendo a rota entre Grécia e Egito. A maior produção atualmente está na província de Héraclion junto a Knossos cujas ruínas pertencem à Idade do Bronze. Vinhos brancos e rosés com destaque para a Malvásia e a Muscat predominam devido ao clima quente.

Lugar de destaque nesta viagem cabe à ilha de Chipre que, em pleno Oriente Médio, olhando para o Líbano mas muito próxima à Anatolia, segue dividida entre uma maioria grega que bem cultiva seus vinhos no centro e ao sul e uma minoria turca muçulmana, abstêmia, ao norte. Chipre é tido como o único país europeu rigorosamente sem filoxera. De tradição milenar, o consumo e a produção vinífera viram-se quase reduzidos a zero durante o longo período de domínio otomano, da Idade Média até 1878 quando o Império Britânico retomou o território. A ilha, então, tornou-se um exemplo de êxito na política de bloqueio à filoxera graças a rígidas quarentenas e à proibição de importação de mudas (contaminadas ou não). No final do século XIX passou a enviar grandes partidas de vinho e de fortificados como o sherry (depois tornado marca exclusiva de Jerez de la Frontera) para a Europa, então assolada pelo auge do ataque pela filoxera, o que assegurava bons preços para os produtos vindos da ilha. O boom exportador se manteve com o advento da 1a. Guerra Mundial, dessa feita destinado ao consumo das tropas britânicas e francesas aquarteladas no Oriente Médio. Mais tarde, mas já com produtos de baixa qualidade, os vinhos e fortificados cipriotas abasteceram o volumoso mercado da  União Soviética, prática que perdurou até o fim do comunismo. Hoje a produção está concentrada na província de Limasso privilegiando cultivares e métodos com certificação de origem e melhor qualidade, mesmo que siga tendo como base principalmente as cepas locais: Kynisteri que dá bons brancos e rosés, e a Mayro (negro em grego) para tintos.

Um caso à parte é o dos vin des sables (vinhos da areia) do Golfo de Lion e das praias de Camargue no sul da França, justo onde surgiu a filoxera, em Gard no Languedoc. À beira mar no pé das dunas o clima é mediterrãneo, muito quente ao longo de quase todo o ano com baixas precipitações. Os vinhedos se desenvolvem na areia e parte de seu ciclo acontece ao sabor da maré e à flor da água. A brisa do mar dá frescura ao vinho durante o período de desenvolvimento das parreiras, unindo-se à alta permeabilidade do solo. A filoxera está presente, mas esses fatores impedem o ataque seja às raízes seja às folhas. Quando todo o Midi francês era arrasado pela filoxera, somente as tímidas parreiras que teimosamente cresciam nos solos mais arenosos e pobres permaneciam sadias. Para surpresa geral, justamente os solos sem aderência e escondidos nas areias e nas dunas próximas do mar em Saintes-Marie-de-la-Mer e vizinhanças é que conseguiam impedir a filoxera de se fixar, asfixiando-a. Região de frequência regular dos flamingos, produz vinhos ligeiros de Grenache, Cinsault, Carignan, os vins gris ou vinhos rosés tendendo ao cinzento que atendem por denominações típicas como Pink Flamingo Dune, Gris Rosé ou, reunindo no título algumas das características locais, o Domaine Gran Corbielle les Centennaires Gris-Rosé Biologique – IGP Sable de Camargue.

Dois dos países classificados como grandes produtores de vinhos, Austrália e China, enfrentam seus riscos de maneira distinta. A Austrália ((5º lugar no ranking mundial com 12,5 milhões de litros anuais), onde se localizam alguns dos vinhedos mais antigos do mundo, tem uma política oficial (gerida pela Agência Vinehealth Australia com sede em Adelaide) que estabelece rígidas medidas de controles desde a identificação inicial da praga em 1877, com base em legislação específica para adoção de quarentenas, detecção precoce e pesquisas de campo e laboratorial, uso de porta-enxertos resistentes e combate à população de insetos. O país está dividido em três zonas:  a) de Infestação pela Filoxera (ZIF) hoje limitada a certas áreas em Victoria, Sidney e Albery em Nova Gales do Sul; b) de Risco de Filoxera (ZRF) com áreas cuja condição é desconhecida ou onde jamais houve manifestação da praga; c) de Exclusão (ZEF), totalmente livre de filoxera, na Austrália do Sul, Ocidental, nos Territórios do Norte e na Tasmânia que, em conjunto, correspondem a 64% do país. A China (6ª colocada no ranking com 11,5 milhões de litros) produz vinhos há 2000 anos e de forte importadora de vinhos caros franceses saltou para a condição de produtora em grande escala. Depois de quase desaparecer durante a Revolução Cultural de Mao Tsé Tung, a vinicultura chinesa reemergiu de 2006 em diante. Não obstante, o inseto não é visto como um alto risco para a produção de uvas viníferas e ainda hoje os “cavalos de videira” são relativamente pouco adotados. O professor Li Shan-Hua em artigo sogre a produção de uvas na China chegou a dizer, anos atrás, que o país é afortunado por não ter qualquer problema com a filoxera. Alguns produtores apelam para a medicina tradicional chinesa e suas ervas para proteger as plantações, sem resultados claros. A realidade parece estar mudando. As informações, como quase tudo em relação ao que se passa no gigante asiático, são escassas, mas Y.P. Du, H. Zhai e outros da Universidade de Ciências de Shandong, lembrando que o país tem 37 espécies de Vitis Vinifera, em texto de 2009 (Susceptibility of Chinese grapes to grape phyloxera – Vitis 48(1), 51-58) concluíram que “os cultivares estão sob risco de ataque pela filoxera e pode acontecer na China o que ocorreu na Europa”, recomendando que métodos mais modernos de bloqueio sejam adotados.

Um amanhã sem filoxera é possível?

Neste final da segunda década do século XXI o mundo do vinho continua temeroso e, por via das dúvidas, quase unanimemente o “cavalo de videira” está presente nos vinhedos de um canto a outro do planeta e raros são os vinicultores dispostos a abrir a guarda, uma vez que não há tratamento de fato confiável para a filoxera. Desde o início, as videiras norte-americanas foram utilizadas como porta-enxertos para protegerem a Vitis Vinifera do ataque do pulgão da filoxera. A grande maioria dos porta-enxertos usou a Vitis rupestris, a Vitis riparia e a Vitis berlandieri, mas com o tempo novas possibilidades foram sendo testadas em vários países. Um alerta geral foi disparado quando em 1983 pela primeira vez foi descoberto na Califórnia que um tipo específico de vide – denominada tecnicamente de AXR#1 e então amplamente usada na França – não tinha capacidade de impedir o desenvolvimento da filoxera, demonstrando que a segurança do “cavalo” pode ser relativa, como referem Jeffrey Granett et al (Biology and Management of grape phylloxera – Annual Review of Entomology, 46:387-412, 2001).

A desinfestação de plantações invadidas pela praga tem sido frequentemente tentada sem resultados positivos sustentáveis. A aplicação de inseticidas químicos potentes à base de sulfacarbonatos e organofosfatos embora tenha se mostrado efetiva em alguns casos, tem seu emprego hoje muito restrito devido aos riscos ambientais ou à saúde envolvidos e aos efeitos tóxicos residuais além de se limitar ao combate dos insetos invasores das folhas, tendo mínimo efeito sobre os que infestam as raízes. O isolamento de vinhedos afetados por meio de quarentenas proporciona resultados válidos no curto prazo e em casos de infestação maciça, mas depende das condições locais sendo difícil de replicar. Na prática, de acordo com D. Benheim et al (Alternative management and detection of grape phylloxera – Ann Appl Biol 161:91-115, 2012), não há forma de controle químico da filoxera inteiramente satisfatório e nenhum método por si só proporciona um controle sustentável do mal. O controle biológico e a identificação de predadores naturais da filoxera dos vinhedos são hipóteses ainda a serem testadas, não obstante o relativo sucesso experimental e em condições favoráveis do uso controlado de fungos entomopatogênicos, que têm a capacidade de aderir ao corpo dos insetos predadores matando-os ou incapacitando-os. A filoxera tem a seu favor uma extrema portabilidade, ou capacidade de difusão, sendo detectada nos troncos, galhos e folhas, no solo e nas uvas; ademais de nos sapatos e roupas de quem maneja os vinhedos, neste caso especialmente durante os meses de primavera e verão quando se multiplica a população de insetos acima do solo.

Globalmente, a discussão sobre a diferença de qualidade entre vinhos com ou sem porta-enxerto na prática não se tem mostrado relevante ou útil, pois os vinhedos atacados pela filoxera não têm alternativa, tornando-se economicamente inviáveis em dois anos e fenecendo em cerca de cinco anos, segundo P. Skinkis et al (Oregon State University, 2009). Para uma praga que há mais de um século e meio resiste aos esforços para debelá-la, mas que não impede o mundo de continuar produzindo excelentes vinhos graças ao uso generalizado de porta-enxertos resistentes e de medidas fitosanitárias de boa eficácia, as perspectivas são de que este quadro não sofrerá alterações significativas pelo menos nas próximas décadas. Os consumidores, no fundo, não estão interessados nesta discussão desde que possam continuar a comprar e consumir os vinhos que desejam. Para os produtores, ai se incluindo os cada vez mais fortes grupos econômicos que competem por um mercado ainda em expansão, obviamente a hipótese de se livrarem dos “cavalos” é atrativa pela redução nos gastos que poderá proporcionar, desde que a filoxera possa ser enfim erradicada a um custo aceitável. Não se vislumbra um final rápido para a guerra da filoxera que envolve os insetos, os porta-enxertos, os inseticidas e o meio ambiente, mas pelo menos uma trégua até aqui duradoura foi alcançada. (VGP em 09/2018)

O pulgão da Filoxera é um inseto com cerca de 1mmDaktulosphaira vitifoliae from CSIRO.jpg

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