Após 20 anos de SUS ai vem o SUSP

Como se não bastasse a complicada história vivida pelo SUS (Sistema Único de Saúde) criado em 1998, eis que os “gênios” da política brasileira estão prestes a instituir o SUSP (Sistema Único de Segurança Pública). Trata-se de mais uma jaboticaba, como todas as demais tipicamente tupiniquim, mas até ai nada de mais. No entanto, cabe perguntar: quem será que teve a infeliz ideia do nome?

A turma do governo está confiante e afirma: Agora Vai!

Nobres Deputados das 24 siglas partidárias que compõem a “câmara baixa” do Parlamento brasileiro aprovaram o projeto, na certa confiantes em seu sucesso.

A matéria é do site www.poder360.com.br e é reproduzida na íntegra a seguir.

Saiba como votou cada partido na aprovação do sistema integrado de segurança

Texto agora vai ao Senado

O Susp faz parte da agenda de segurança pública defendida pelo governo depois que o Planalto enterrou a aprovação da reforma da Previdência (Sérgio Lima/Poder360 

A Câmara aprovou na 4ª feira (11.abr.2018) o projeto que cria o Susp (Sistema Único de Segurança Pública). A proposta agora segue para o Senado.

O projeto determina, entre outras coisas, a criação de 1 sistema integrado para compartilhamento de informações (Sinesp). O sistema armazenará dados prisionais e sobre drogas, por exemplo. Também trará 1 banco de dados de material genético e digitais. Ao todo, foram 4 votações nominais envolvendo o texto-base e trechos separados de modificação, conhecidos como “destaques”. Apenas 1 destaque foi aprovado: o que cortou do texto o trecho que estabelecia que caberia ao “profissional de segurança pública presente no local dos fatos a preservação do local do crime”. Atualmente, a preservação do local do crime cabe à Polícia Civil. A redação era alvo de críticas de organização por beneficiar a Polícia Militar que, em geral, chega antes à cena do crime. A regra atual foi mantida por 263 a 8.

TEXTO-BASE

A principal votação da noite foi a do texto-base. Foram 367 votos a favor, 1 contra e 51 abstenções.

A proposta era apoiada por deputados de todas as bancadas e, portanto, não dividia a Câmara entre “governo vs oposição”.

Mesmo assim, legendas como PT, PDT, PSB, PC do B e Psol começaram obstruindo a votação como protesto à prisão do ex-presidente Lula. Mas, no fim, apenas Psol e parte da bancada do PT mantiveram a posição.

A votação teve alto grau de comparecimento: mais de 80% dos deputados estavam presentes na hora da votação, incluindo os que obstruíram. Destes, 87,4% registraram posição a favor.

Apenas Janete Capiberibe (PSB-AP) se manifestou contra o texto principal.

Bancadas grandes como MDB, PP e PSDB deram 100% dos votos dos presentes.

SAIBA COMO SE COMPORTOU CADA SIGLA NA VOTAÇÃO DO TEXTO-BASE:

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