América Latina e sua economia em maio de 2018

America Latina (fonte: www.coladaweb.com)

O informe do CESLA – Centro de Estudios Latinoamericanos, Instituto Universitario de Predicción Económica L.R.Klein/Centro Gouss de Madri, Espanha (ligado à UAM – Universidade Autônoma de Madri) – referente à semana de 11 a 18 de maio de 2018 na América Latina (AL) é a seguir reproduzido por Mundo Século XXI em seus principais tópicos.

 

Piora o ambiente para o comércio na A.L.

Depois de registrar saldo positivo de 1,5 pontos em janeiro, o ambiente para fazer negóciosna AL caiu 5,2 pontos em abril, de acordo com Informe que trimestralmente divulga o Centro de Estudos Econômicos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), junto com o  instituto alemão Ifo.
O Indicador do Clima Econômico (ICE) da AL baixou devido ao Indicador de Expectativas (IE), “que se mantém em um nível positivo, pero caiu 16,6 pontos” no período.  Esta queda interrompe a trajetória de melhora observada desde outubro de 2017, embora a economía mundial continue em um ciclo expansivo.
Na América Latina, dos 11 países analisados, cinco tiveram um descenso no  clima econômico entre janeiro e abril, liderados pela Argentina (-17,5 pontos), Brasil (-15,7)e Peru (-11,3), ademais da  Bolívia e Colômbia. Entre os países que avançaram o ICE destacou o Chile, cujo indicador passou dos 26,3 aos 49,2 pontos no mesmo período. Seguem-se Paraguai (49,1 pontos e Uruguai (16,6). Com resultados inferiores à média (-5,2 pontos) figuram Brasil (-11,4), Equador (-16,3), México (-21,9), Bolívia (-22,7) e Venezuela (-88,2).

Mercados emergentes se preparam para impacto em função da forte liquidação de divisas na Argentina

Inversionistas dos mercados emergentes esperam turbulência nos próximos diasapós a forte liquidação de divisas da semana passada que resultou em medidas drásticas por parte do Banco Central argentino para frear a queda do peso.
O fortalecimento do dólar perturbou os mercados, provocando uma onda de vendas de moedas, ações e bonos de mercados emergentes. Esta “mudança de paradigma” de um dólar mis forte poderia desencadear uma onda de vendas ainda maior e duradoura, advertiu Sonja Gibbs, diretora sênior do Instituto de Finanzas Internacionales.
“Se o dólar continua se fortalecendo chegaremos a um ponto em que essas posições serão muito  dolorosas e o risco é  que os inversionistas tenham que revertê-las”, acrescentou Gibbs.
“Todos los ojos están puestos en una cosa, que es la política estadounidense, y el impacto que ésta tiene sobre el rendimiento del dólar”.

A escalada do preço do petróleo aumenta em 30% a distribuiçaõ de royalties no Brasil

O aumento nas cotizações internacionaies do petróleo pode ser motivo de preocupação para os consumidores de combustíveis, no entanto tem ajudado a estados e  municipios que passam por dificuldades. A arrecadação a partir de royalties do petróleo subiu cerca de 23,4% nos quatro primeiros meses do ano, chegando a R$ 6.400 mihões (US$ 1.800 mihões). Entre os maiores beneficiados está o estado do Rio de Janeiro, que nos últimos anostem passado popr uma crise financeira grave, provocada em parte pela queda do petróleo, e municípios com grande produção como Macaé, Maricá e Niterói,no Rio, e Ilhabela em São Paulo. Os recursos estão ajudando a cobrir parte do buraco do sistema de pensões do Rio,o Rioprevidência, o Fundo de Aposentadorias dos aposentados e dos funcionários públicos estatais, além de liberar outras fontes de arrecadação para regularizar os salarios, colocados em dia em abril, após mais de dois anos de atrasos. 

Economia chilena cresce 4,6% em março: seu melhor desempenho em cinco anos

A economía do Chile cresceu 4,6% em março devido à forte retomada do setor de mineração e a uma gradual recuperação do consumo. Este resultado mostra um crescimento de maior nível para o terceiro mês do ano desde março de 2011.
A atividade de mineração, na qual o Chile é o maior produtor mundial de cobre, cresceu 31,7% en março, enquanto o Imacec não mineiro subiu 2,9%.  Com o desempenho do 3º mês, a atividade econ\\õmica -medida pelo Imacec- acumula um avanço de 4,0% no 1º. O crescimento da economia mundial, a consolidação da confiança em nivel local,o preço do cobre e uma baixa base de comparação em respeito ao mesmo período do ano passado influíram nestes registros.

Venezuela: refinarias sob risco de encerrar operações pela falta de “crudo”

A queda da produção petroleira venezuelana a 1,41 mlihões de barris/dia em abril último coloca em xeque as operações das refinarias de petróleo da Venezuela ante a possibilidade de um bloqueio técnico, porque não há carga suficiente de crudo (óleo) para procesar, advertiu o sindicalista Iván Freites.
O dirigente da Federación Única de Trabajadores Petroleros de Venezuela mostrou que o crudo previsto para as refinarias impede um processamento eficiente. “Las refinerías no admiten una carga de petróleo fuera de especificación técnica”, disse.Face às más condições dos poços pela falta de manutenção, o petróleo contém água que se separa agregando-lhe produtos químicos, mas a Pdvsa não pode comprá-los por suas dificuldades financeiras. “Até agora, o petróleo tem sido depositado em uns taques para separá-lo,mas esse processo não garante que o óleo não tenha resíduos que danificam as unidades de refinamento. Por isso, há que cerrar as operações”. Em 2018 a Pdvsa tem comprado petróleo dos Estados Unidos e da Rússia.

Inflação anual atinge 13.779% na Venezuela em abril, segundo dados do Congresso

Os preços na Venezuela subiram 13.779% em doze meses até abril, alcançando pela primeira vez os cinco dígitos, de acordo com dados difundidos esta 2ª. Feira pelo Congresso, controlado pela oposição.A taxa interanual  evidencia uma das hiperinflações mais altas que já sofreu um país latino-americano. Segundo as medições da Asamblea Nacional, em abril os preçõe sem média aumentaram 80,1%, uma aceleração maiorqie a do mês anterior,que fora de 67%, mas próxima aos cálculos de janeiro e fevereiro. O Banco Central de Venezuela deixou de divulgar seus cálculos desde inícios de 2016.
O legislador explicou que os altos preços estão sendo pressionados por uma expansão monetária que em abril atingiu a  4.407% e pelo  colapso da economia que restringiu a oferta de bens .Os economistas consideram que o país entra em hiperinflação quando os preços aumentam mais de 50% ao mês ou os índices anuais superam os 100% durante três anos consecutivos.No caso venezuelano cumprem-se ambas condições. O presidente Nicolás Maduro, que buscará a reeleição neste 20 de maio, acusa a oposição e aos Estados Unidos de fazer uma “guerra econômica”  contra si.

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