Decanter: melhor do mundo é o BLOG ’13 alentejano

Em cortesia de Armand Pereira – português de boa cepa, ex-Diretor Geral da Organização Internacional do Trabalho no Brasil e hoje residente no Rio de Janeiro – chega a mais do que alvissareira notícia de que um blend alentejano, o “Blog by Tiago Cabaço bivarietal ’13” foi considerado neste 2017 como o melhor vinho tinto de lote do mundo pelo famoso “Decanter World Wine Awards”.

É a primeira vez em que um vinho português obtém tão importante distinção. A obra é do produtor Tiago Cabaço que em seu site nos diz quem é e um pouco do que tem conseguido:

“A produzir desde 2004, Tiago Cabaço Wines afirma–se como um dos nomes mais sólidos e marcantes da nova geração dos produtores alentejanos, segundo os críticos do sector.

Nascido e criado em Estremoz, no coração do Alentejo vinhateiro, Tiago Cabaço habituou-se desde muito cedo a partilhar o campo e a trabalhar nas vinhas e na adega com os pais. Em 2004 criou a marca Tiago Cabaço Wines, o projecto em nome próprio. Desde então tem colocado no mercado vinhos da sua autoria, através dos quais passou a afirmar a sua personalidade e visão relativa aos vinhos e ao Alentejo, que lhe renderam muitos prêmios nacionais e internacionais. A família de vinhos, sedutores e sérios, modernos no estilo e na forma mas profundamente alentejanos no carácter, divide-se entre os “.com” de perfil enérgico e jovial, os monovarietais sérios e poderosos, os “Vinhas Velhas” que conjugam a excelência do terroir e as vinhas com mais de 30 anos,  o espumante, pensado para momentos especiais, e os “blog” simultaneamente vigorosos, subtis e frescos que se reclamam como os topos de gama dos vinhos de Tiago Cabaço.”

Para completar, Armand reproduz a coluna de Jancis Robinson no Financial Times que nos informa acerca do prestígio no mundo atual dos vinhos de Portugal.

 

Blog by Tiago Cabaço bivarietal ’13
Um vinho alentejano é o melhor do mundo

Trata-se sem dúvida de um momento marcante para o produtor Tiago Cabaço e para os vinhos portugueses. Pela primeira vez, um vinho de mesa nacional conquistou a mais alta distinção atribuída nos «Decanter World Wine Awards», a maior e mais importante competição do sector a nível mundial. O Blog by Tiago Cabaço bivarietal ’13 traz para casa uma das exclusivas 34 medalhas de platina e o título de «Best in Show – Best Red Blend» (melhor no concurso na categoria de vinhos tintos de lote/ blend).

Para chegar a este resultado, o júri, composto por mais de 200 especialistas do sector de todo o mundo, seguiu uma exigente prova que passou por três fases. Na primeira, foram provadas cerca de 17.200 referências às quais foram atribuídas medalhas de bronze, prata ou ouro. Seguiu-se uma nova prova, apenas com os vinhos medalhados com ouro, para atribuir as medalhas de platina. Por fim, foi destacado o melhor entre os melhores em cada categoria, acrescentando à medalha de platina o título de melhor no concurso.

A categoria «Best Red Blend», ou seja, melhor vinho tinto de lote, é a mais disputada em todo o concurso. Por este motivo, Tiago Cabaço, produtor que empresta o nome ao vinho, afirmou: «É com imenso orgulho que recebemos esta distinção. Por um lado, porque é o reconhecimento do nosso trabalho e da nossa devoção à região. Por outro, porque este prémio eleva não só os nossos vinhos mas também o nome do Alentejo e de Portugal na produção de vinhos de elevada qualidade. Estou convicto de que será um prémio muito importante para o sector.»

O Blog by Tiago Cabaço bivarietal ’13 é um vinho de terroir produzido à base de Alicante Bouschet e Syrah, duas castas emblemáticas da região. Um vinho feito na vinha, a partir das uvas das melhores parcelas, cuja produção é limitada pela própria natureza. Após a colheita, repousa durante 15 meses em barricas de carvalho francês, o que lhe confere uma estrutura impressionante. Simultaneamente vigoroso e subtil, este vinho destaca-se pela frescura e pela exuberância da fruta. Um clássico, que reclama o estatuto de topo de gama do produtor, com pouco mais de nove mil garrafas.

Com esta distinção, Tiago Cabaço reforça o seu lugar na linha da frente de novos e promissores produtores na região do Alentejo. Em 2004 criou um projeto próprio ao qual emprestou o nome. Hoje apresenta um portefólio completo de vinhos modernos e com uma visão arrojada sobre o terroir da região.

‘Current vintages of Douro table wines command triple-digit prices”

The Portuguese are on a roll. Their football prowess is beyond question. Their two main cities are tourist meccas. And now, the ultimate accolade: Madonna has moved from New York to Lisbon and declared that she feels particularly “creative and alive” there.
Arriving in Lisbon recently, I was shamefully ignorant of this last feather in the Portuguese cap. But my hosts at an event to celebrate the 10th anniversary of the wine magazine Essencia do Vinho lost no time in telling me. In 30 years of visiting Portugal, I have never sensed such pride in being Portuguese.
So how does this affect the local wine scene? The most striking change I noted is that producers are no longer afraid to ask high prices for their wines.
I had been asked to nominate 10 bottles that I thought told the story of the transformation of Portuguese wine over the past 10 years and saw afterwards to my horror that one of them, Barca Velha 1999, has a retail price of about €350. Perhaps that’s just because this is such a mature vintage, I thought. But no, the three younger vintages that are also commercially available — 2000, 2004 and 2008 — cost even more. That said, I should express my admiration for any wine producer who releases wine when it is ready to drink rather than ready to sell.
Perhaps this was an exception anyway because, for so many years, Barca Velha was effectively the only table wine made in the Douro valley, the home of port. (Today there are hundreds of exciting table wines made here, one of the wine world’s most beautiful locales.)
But no, again. By studying the shelves and website of Lisbon’s excellent wine store, Garrafeira Nacional, I could see that even current vintages of the most celebrated of the many table wines to have emerged from the Douro over the past decade or two, such as Niepoort and Pintas wines, now command prices in the region of €60-€90 a bottle.
For the 10 wines I had to choose, from dozens of possibilities, I found it particularly difficult to decide on my Douro examples. In the end, I decided to chart the history of wines from this valley of extremes via four very different examples. The Barca Velha 1999 represented another era, a completely mature wine that reminded me in its hauntingly nuanced aroma and rather old-fashioned delicacy of a Napa Cabernet or red bordeaux from the 1970s.
Quinta do Crasto, Vinha Maria Teresa 2005, a wine made from a spectacular slope of then 70-year-old vines above the Douro river, represented the new style of Douro table wine, made by Australian winemakers for the Portuguese Roquette family. The first generation of modern, very concentrated, slightly oaky wines served generous helpings of what the harsh schist rock and remorseless summer sun naturally tend to deliver.
Then came an example of Dirk Niepoort’s restless global roaming and far-sighted revisionism. He inherited the family port business but has taken it in a dizzying array of directions. I could have chosen at least six of his Douro offerings, including Redoma rosé, one of the world’s most rewarding pink wines. But I chose Niepoort, Batuta 2007 Douro, a dense red of subtlety and freshness. Relatively cool, particularly high, old vineyards supply the grapes, the main one north-facing so as to delay ripeness and prolong the growing season, imbuing the wine with flavour rather than alcohol. The finished alcohol is just 12.5 per cent, as opposed to Crasto’s 14 per cent.
And, finally, Poeira 2011 Douro, a fine wine from a great vintage representing another evolutionary step for the Douro: that young winemakers such as Jorge Moureiro are now able to set up on their own.
If it’s the body and ripeness of a Rhône you’re after, Alentejo may be the region to head for — although the trend here, as virtually everywhere, is towards lissomeness, so the parallels are becoming less with the southern Rhône than the northern.
I felt guilty about not choosing more Alentejo wines to highlight for an audience of about 200 Portuguese wine professionals (who, poor things, had to watch me tasting without a glass themselves), but I decided to show a new-wave example, Bojador Vinho de Talha 2015 Alentejano, a blend of three Portuguese grapes fermented in amphorae. Very on trend, and proof that Portugal is no longer an isolated outpost of the wine world.
But for unadulterated local character, the northern region of Bairrada cannot be beaten. Its reds are made from Baga, its whites from Bical, grapes virtually unknown outside Bairrada and neighbouring region Dão. No one could be a more vigorous protagonist for these initially uncompromising grapes than impish veteran winemaker Luis Pato, so it seemed churlish not to choose one of his wines, in this case Luis Pato Vinha Barrosa 2005 Bairrada — still not ready!
As for Dão, there was an obvious candidate, a full-bodied dry white made from the region’s signature pale-skinned grape variety Encruzado. This beautifully demonstrates the general ability of so many Portuguese wines to age divinely. Quinta dos Roques Encruzado 2007 Dão could give many a 2007 white burgundy a run for its money. The current vintage, 2015, can be found for well under $20 a bottle in the US at the time of writing. I was horrified to learn that this estate had lost 12ha of vines to the recent wildfires that have killed 100 people this year in Portugal.
There should have been more white wines in my selection. Douro Branco can be brilliant nowadays but Vinho Verde is one of Portugal’s most distinctive wines, so I chose a youthful one from one of the most respected and original producers, Soalheiro, Primeiras Vinhas 2016 Vinho Verde. They also represent the ongoing moves towards organic viticulture.
Then, of course, there are the wines that put Portugal on the global wine map centuries ago and should never be forgotten in all this flurry of interest in table wines. Barbeito, Ribeiro Real Tinta Negra 20 Years NV Madeira dignifies the island’s most-planted grape variety, while Graham’s Single Harvest Tawny 1972 Port kicked off the current fashion for vintage-dated tawnies.

Some favourite Portuguese wines

White
  • Quinta do Crasto, Crasto Superior 2013 Douro Branco, £11.99 Drink Portuguese Wine
  • Luis Seabra, Granite Cru 2013 Vinho Verde, £27 Noble Green Wines, (2015: £32 Vincognito)
  • Soalheiro, Terramatter 2015 Vinho Verde, £20.95 Drinkmonger
Pink
  • Redoma rosé 2014 and 2015 Douro 2014: £13.99 Roberts & Speight 2015: £16-£18 Corks of Cotham, Prohibition Wines, Highbury Vintners
Red
  • Mouchão 2011 Alentejo £29 The Wine Society, £38.50 Noel Young, £38.99 The Wine Reserve, £40 Caviste of Overton
  • Quinta do Romaneira, Reserva 2012 Douro, £41.95 Lea & Sandeman
  • Quinta do Vallado, Field Blend Reserva 2014 Douro, £29.50 Hailsham Cellars, Fareham Wine Cellar, £36.20 Hedonism
  • Redoma, Vertente 2014, £19.99 Tanners, Corks of Cotham

Tasting notes on Purple Pages of JancisRobinson.com. More columns at ft.com/jancis-robinson

Be the first to comment

Deixe seu Comentário

Seu e-mail não será publicado.


*