Ultra direita cresce na Polônia

É cada vez mais impressionante o fortalecimento dos sentimentos fascistas, nazistas e acima de tudo os que se dizem nacionalistas  nos países do leste europeu, onde outrora dominava o socialismo soviético.

No último sábado fontes neutras (vide Al Jazeera) estimaram em 60 mil o número de ativistas que com suas bandeiras foram às ruas de Varsóvia na “Marcha da Independência”. Os slogans gritados dizem bem do caráter da passeata: Sangue puro – Europa será branca – Nem vermelho nem arco-íris e sim uma só Polônia – Reze pelo holocausto islâmico – Nós precisamos de Deus – F… os refugiados – Não queremos a União Europeia.

O evento foi claramente anti-liberal, anti-Islã, anti-europeu e obviamente anti-democracia. “Salve a Grande Polônia” e “Nós e os húngaros seremos vitoriosos”, repetiam, referindo-se ao regime ultra-conservador da fronteiriça terra magiar. Nos bairros em volta, uma manifestação contrária aos direitistas reuniu cerca de 5 mil pessoas.

Ambos os eventos transcorreram de maneira pacífica, apesar da ativa concorrência de ativistas dos países vizinhos. As autoridades polonesas têm sistematicamente bloqueado as rotas de acesso para os migrantes sírios, afegãos e islâmicos em geral, embora crentes do Islã representem menos de 1% da população do país.

 

Um Skin Head simboliza a massa fascista nas ruas de Varsóvia.(-Wilczewska/Al Jazeera]

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