Merkel pronta para o 4º mandato

Angela Merkel e Martin Schulz na debate final pela TV há 3 semanas das eleições federais alemãs de 2017
Angela Merkel e Martin Schulz no debate final pela TV, a 3 semanas das eleições federais alemãs de 2017

O derradeiro debate pela TV, no último fim de semana, consolidou a vantagem de Angela Merkel do Partido Democrático Cristão (de centro-direita) sobre seu principal adversário, o ex-presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz, do Partido União Social Democrática da Alemanha (de centro-esquerda). As pesquisas de opinião já indicavam uma diferença de 17% das preferências populares para Merkel e a avaliação dos resultados do debate público indicaram que 55% dos telespectadores consideraram superior a performance de Merkel contra 35% que opinaram pró-Schulz. Candidatos da esquerda e da extrema direita contam com parcelas irrelevantes do eleitorado germânico.

A atual chanceler defendeu-se de maneira equilibrada dos ataques relativos principalmente à sua política de abertura das fronteiras a migrantes sírios e iraquianos em 2015, ao não rompimento com a Turquia do cada vez mais ditador Recep Erdogan e às medidas realmente necessárias para garantir a segurança do país frente ao terrorismo. “Há momentos na vida de um chanceler em que você tem de tomar uma decisão rápida”, disse para justificar suas posições no caso dos migrantes e dos grandes desafios da Europa atual. Quanto aos otomanos, só nos últimos dias é que ela tomou uma posição mais dura devido à prisão de um militante alemão em direitos humanos (Peter Steudtner, detido em Ankara desde 5 de julho junto com Idil Eser, diretora da Anistia Internacional), ameaçando com uma reorientação geral da política alemã em relação à Turquia.

O Münchner Merkur de Munique escreveu que “em um mundo de crescentes incertezas, o povo não sabe o que Schulz deseja fazer, mas sabe o que Merkel pode fazer”.

Na eleição marcada para este 24 de setembro será eleito o novo Bundestag, o Parlamento alemão, para os próximos quatro anos. O chanceler será escolhido por maioria absoluta de votos, ou seja, pelo menos 300 das 598 cadeiras em jogo. No pleito de 2013 o PDC de Merkel obteve 311 cadeiras contra 193 dos social-democratas. Cada um dos dezesseis estados que compõem a Alemanha tem representação no Bundestag de acordo com sua população.

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