Crise brasileira pode acabar em calote

Muito mais do que o mercado, cada brasileiro treme quando se fala em calote e em apropriação das economias que cada um – sem outra opção – guarda nos nossos Bancos. Não é para menos, pois a lembrança do confisco promovido por Fernando Collor e Zélia Cardoso de Mello ainda está muito viva na memória e nos bolsos de cada um.

O alerta do economista Luiz Cesar Fernandes, reproduzido abaixo a partir de matérias publicadas em sites ligados à área econômica (no caso a fonte é NBO – Noticias Brasil Online – https://www.noticiasbrasilonline.com.br/aperte-o-bolso-o-calote-vem-ai-diz-criador-dos-bancos-pactual-e-garantia/)  assusta o país e aumenta a onda de pessimismo já generalizada.

 

Fundador do Banco Pactual: “O calote vem aí. O sistema entrará em falência.

APERTE O BOLSO: O CALOTE VEM AÍ, Diz Criador Dos Bancos Pactual E Garantia

  • 25/08/2017

Criador dos bancos Pactual e Garantia, o empresário investidor Luiz Cezar Fernandes, sócio da corretora Grt Partners, alarmou o mercado financeiro com um texto publicado em seu perfil da rede social Linkedin nesta quarta-feira (dia 23), com visões apocalípticas sobre o crescimento da dívida pública interna, que segundo ele, atingirá 100% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil já na início do próximo governo, em 2019. Diz ele que a situação ficará insustentável, gerando completa ingovernabilidade, e o próximo governo se sentirá seduzido, inevitavelmente, por dar um calote na dívida pública.

O artigo de Luiz Cezar Fernandes está sendo replicado em sites e blogs, numa velocidade impressionante, sem que o governo tenha respondido até agora.

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APERTE O BOLSO: O CALOTE VEM AÍ
Luiz Cezar Fernandes

O próximo governo se sentirá seduzido, inevitavelmente, por um calote na dívida pública. O crescimento da dívida pública interna atingirá 100% do Produto Interno Bruto – PIB do Brasil, já na posse do próximo governo. A situação será insustentável, gerando uma completa ingovernabilidade.

Os bancos, hoje cartelizados em 5 grandes organizações, têm diminuído assustadoramente os empréstimos ao setor privado e vêm aumentando, em proporção inversa, a aplicação em títulos da dívida pública.

Os países que recentemente entraram em default, como a Grécia, não causaram grandes impactos internos, pois sua dívida era sobretudo externa e em grande parte pulverizada, inclusive em bancos centrais, fundos mútuos e de pensão.

O caso do Brasil é essencialmente diverso. Um default nossa dívida interna implicará na falência do sistema, atingindo de grandes bancos a pessoas físicas, passando por family offices e afins.

Para evitarem uma corrida bancária, as grandes instituições bancárias terão, obrigatoriamente, que impedir seus clientes de efetuarem os saques de suas poupanças à vista ou a prazo.

Caso contrário, teremos uma situação ainda mais grave que a vivida pela Venezuela. Reformas já ou só restará o calote.

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O ALARME TEM PROCEDÊNCIA
Deu no site Sputnik

Ouvido pelo site Sputnik, o economista Istvan Kasznar, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), diz que, embora a previsão de Fernandes tenha um tom alarmista, reforça o alerta que vem sendo dado por economistas há algum tempo: a necessidade de o governo fazer uma política fiscal séria e parar de sacrificar a população com mais impostos.

“Esses são déficits públicos gigantescos que se tornam maiores depois de declarações oficiais. São heranças do governo Dilma Rousseff, no mínimo. Eram R$ 175 bilhões de déficit em 2015, R$ 190 bilhões em 2016, este ano falava-se em R$ 136, depois pulou para R$ 139, aumentou para R$ 159, daqui a pouco foi R$ 169. Ninguém sabe onde é o teto e onde vai parar isso. O que está sendo dito pelo Ministério da Fazenda, às claras e em bom português, é que existe um desgoverno, sem capacidade de controle, sem capacidade de gerar fixidez de reducionismo no déficit público e incapaz de mostrar outra coisa que não seja um déficit primário, que continua um desastre. Isso é consequência de uma política assistencialista, onde se pensa que dinheiro nasce em árvore”, diz o economista.

RENTISMO – “De 45% a 47% do valor arrecadado pela União é pago em juros e amortização da dívida interna pública, o que é absurdo. É ótimo para banqueiro e para quem vive de renda e um desastre para a nação, que precisa de investimentos, empregos e riqueza. O Luiz Cesar é mais um na multidão de pessoas que faz um alerta: a possibilidade de um calote que se gera em função de uma má prática contínua no processo de gestão das contas públicas e do Estado no Brasil”, acrescenta Istvan Kasznar.

“Não é tão terrível quanto nos Estados Unidos (102%), Dinamarca (117%) e Itália (108%), mas há uma diferença: nos EUA, eles emitem dólar em divisa e o mundo aceita. No Brasil, a gente emite em real — e nem dá para emitir porque a Casa da Moeda também quebrou e vai ser privatizada — e isso implica que não temos esse grau de liberdade para emitir dinheiro e dizer que nossa moeda é divisa. O Brasil está acostumado há décadas a viver num regime de classe média com lamúrias e uma elite acompanhando com muito prazer taxas de juros estratosféricas que lhes asseguram mais retorno através de aplicações financeiras do Tesouro Direto, CDBs (Certificados de Depósito Bancário) e uma população miserável que se contenta com as migalhas de um assistencialismo mal engendrado que acaba quebrando o Estado.”

 

Calote!…

Aplicações serão confiscadas”

25/08/2017

O caos fiscal e econômico gerado no país desde o governo Dilma Rousseff e continuado pelo presidente Michel Temer poderá acabar de modo trágico, alerta o financista Luiz Cesar Fernandes

Segundo Fernandes, que é criador dos bancos Garantia e Pactual, em um curto período de tempo, a dívida interna pública atingirá 100% do PIB […] trocando em miúdos, toda a riqueza produzida no país será ‘sugada’ pelo governo federal para pagar contas que foram feitas de maneira irresponsável.
“A situação será insustentável e o país entrará em uma total ingovernabilidade […] o sistema entrará em falência e atingirá não só os grandes bancos como também (por conseqüência) as pessoas físicas.” declarou Fernandes.
Ele explica que as grandes instituições bancárias não terão outra saída senão impedir seus clientes saquem suas poupanças, seja à vista ou a prazo.
” O caos levará ao calote da dívida interna brasileira com o conseqüente confisco de aplicações financeiras.” explicou.
Não se trata de teoria da conspiração ou de pessimismo:
“Temer e sua equipe econômica aprofundaram a depressão econômica e o rombo fiscal poderá ultrapassar a casa dos R$ 800 bilhões.” escreveu o banqueiro.

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