Cresce horror a Trump

Nesta terceira semana de maio a mídia atingiu níveis de revolta nunca vistos e radicalizou suas apreciações em relação a Donald Trump.

A razão está no comprovado (pelo próprio Trump) repasse pelo próprio presidente americano de informações “classificadas” (reservadas) ao ministro das Relações Exteriores russo Sergei Lavrov e ao embaixador russo nos EUA, Sergey Kislyak, em conversa na Casa Branca. Diante da estupefação geral, Trump declarou que tem o direito absoluto de fazer o que fez. Isto pelo menos não é mentira, embora tenha gerado o comentário do The NYT de que ele esquece que foi eleito para proteger os interesses americanos e não os seus próprios.

Onde quer que se leia ou sintonize um noticiário sobre o tema, o tom agressivo dos comentários é um só, de intenso ódio. O britânico The Guardian em artigo de Opinião de Richard Wolfe perguntou: “como ele pode ter sido tão estúpido?”, para logo dizer que “ele é o maior Bozo (conhecido palhaço) de todos os Presidentes”, Ou: é o mais impatriótico, o mais bombástico ignorante, o mais absurdo incompetente de todos”, para em seguida classificá-lo como “o grande perdedor” da história (o grande vencedor, no conceito geral, é Vladimir Putin).

Na mesma toada, o The New York Times disse que Trump é uma criança que, sem pensar, forneceu informações classificadas só para impressionar suas visitas. Uma pessoa assim não pode ser presidente, é um desafio à segurança nacional, completa o principal jornal do país, que lembra o fato de que “estamos apenas no 4º mês de sua administração”. E por ai vai. Em outro texto, dessa vez assinado por Michelle Golberg, dá um conselho no título: “Free advice to Trump aides: quit while you can” (renuncie enquanto pode).

Já na 4a. feira, o mais conhecido de todos os editorialistas do NYT, Thomas Friedman, escreve que “impeachment de Trump é fantasia”, ao referir-se ao crescente movimento que advoga, já para o ano que vem, o afastamento puro e simples do presidente. É que, segundo sua interpretação, os republicanos – embora tenham perdido sua bússola moral – nunca votarão o impedimento daquele a quem elegeram, mesmo que tenha sido com algum subterrâneo apoio do Kremlin.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos da América (imagem novembro de 2016)

 

Be the first to comment

Deixe seu Comentário

Seu e-mail não será publicado.


*