No Equador a vitória é de Lenín Moreno

Com 92% das urnas já contabilizadas, o candidato oficialista (e atual vice-presidente) Lenín Moreno tinha 51,04% dos votos contra 48,96% do oposicionista empresário Guillermo Lasso, configurando uma diferença que já é praticamente impossível de ser revertida.

O comparecimento popular foi de 74,8%, nesse 2º turno, sendo considerado muito elevado para os padrões equatorianos. Moreno, desde sua cadeira de rodas, deve governar com uma maioria parlamentar confortável de 72 cadeiras, embora não obtendo a maioria qualificada para a qual necessitaria o apoio de 92 deputados.

Até quase o final da apuração Lasso mantinha-se na dianteira, o que o levou a discursar como o vencedor, dizendo que “Hoy ha nacido el nuevo Ecuador, el Ecuador de la democracia, queda atrás la oscura página del odio de los ecuatorianos. Basta de división, ahora viviremos un Ecuador libre” , reiterando que libertaria os presos políticos, não mais estigmatizando a ninguém por suas inclinações religiosas, uma referência à clara adesão de Lenín Moreno à teoria da libertação professada por setores progressistas da Igreja Católica.

Moreno não fez, durante a campanha, pronunciamentos claros a respeito da manutenção da política adotada pelo presidente que sai, Rafasel Correa, conhecida como “Lei da Mordaça”, que impediu a liberdade de imprensa nos últimos anos. Correa tem afirmado que acompanhará sua esposa (que é belga) mudando-se para a Bélgica junto com os filhos que já estudam na França.

De imediato os presidentes da Venezuela, Bolívia, Cuba e Nicarágua cumprimentaram efusivamente ao virtual ganhador do pleito.

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