Na Europa, Dilma Rousseff dedica-se a acusar os outros (Boletim nº 39 de 28/1/2017)

Liberada a viajar para o exterior, Dilma Rousseff está na Europa num tour organizado com o objetivo de discursar para plateias favoráveis à noção de que no Brasil houve um golpe e, assim, obter repercussão na mídia internacional na luta para desmoralizar e desestabilizar o governo de seu substituto, o vice Michel Temer. Nenhuma palavra, naturalmente, é dita a respeito das derrotas sofridas pelo seu partido, o PT, nas votações da Câmara e do Senado que decidiram seu impeachment e, logo, nas eleições municipais brasileiras, num processo que reduziu o Partido aos limites de sua própria representação seja no Congresso, seja no eleitorado, ou seja, em torno de 27% do total. Também não há qualquer referência aos tremendos escândalos de corrupção que lançaram o Brasil na maior crise econômica de sua história recente, à prisão de muitos de seus auxiliares e dirigentes do partido ou aos processos da Operação Lava Jato que no momento acusam entre outros a ela própria e ao ex-presidente Lula.

De acordo com o divulgado pelo blog “Rede Brasil Atual”, ela viaja acompanhada por uma comitiva que inclui o ex-ministro da Justiça Eduardo Cardoso e o advogado do ex-presidente Lula da Silva, Cristiano Zanin Martins.

Até agora, ela visitou Sevilha falando acerca do que considera um “ataque à democracia no Brasil e na América Latina”, prosseguindo com visitas a Lecce na Itália e Paris. Em entrevista à imprensa, Dilma acusou como culpados pela sua demissão a “centristas, direita, ultraconservadores e a oligarquia”, omitindo a grande maioria da população que ao final de seu extinto mandato a premiara com níveis de aprovação próximos a 10%. Naturalmente, ela se considera uma defensora da democracia.

Presidente Dilma Rousseff preocupada com rebaixamento do Brasil pela agência S & P (Imagem – “Público-Reuters”, Lisboa, 9/9/2015)

 

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