Trump chega e nós todos choramos

20 de janeiro de 2017 pode ser um dos mais trágicos dias do mundo moderno. Hoje tomou posse Donald Trump como 45º presidente dos Estados Unidos da América.

É, sem dúvida, um troglodita que escolheu para ressuscitar o mais rico e o mais moderno dos cenários: Washington, a capital dos EUA. À exceção dos 40% que o apoiam em sua terra, todos os demais auguram-lhe o pior e se assustam com o que ele destruirá. O primeiro passo foi significativo: um decreto destinado a anular o Obamacare, prejudicando os 20 milhões de americanos que, bem ou mal, passaram a ter um plano de saúde.

No entanto, tratá-lo como um macaco numa loja de louça, um demente ou, pior ainda, uma criança irresponsavelmente brincando num mundo de adultos, é um perigoso erro. É o que normalmente ocorre quando surge um personagem caricato como Trump. Foi assim com Hitler, foi assim com Fujimori e, em outro patamar, foi assim com Newton Cardoso no governo de Minas. Logo, os que, no primeiro momento, se divertem desprezando-o, descobrem que na verdade são vítimas de suas maldades e de seus erros. Então, o que fazer?

Trump foi eleito, mesmo que não pela maioria, pois voto a voto perdeu para Hillary Clinton, e removê-lo da presidência não é tarefa fácil nem rápida. Talvez se sua administração for tão catastrófica quanto se desenha e se os EUA de fato se envergonharem pelo papel ridículo que estão fazendo, como qualquer republiqueta de quinto mundo, o caminho para se livrarem de Trump possa ser abreviado. Afinal, de presidentes ultra conservadores, radicais, racistas, nacionalistas e xenófobos a história americana está repleta e, apesar deles, o país chegou ao século XXI no topo do mundo.

Trump está em toda parte (imagem – Reuters)

Um consolo é que, a exemplo dos demais, Trump passará. Mas, e nós todos, inevitavelmente passaremos também?

 

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