Regime venezuelano libera sete presos políticos

Maduro está com medo, disse (sem permitir identificação) um homem de rua em Caracas onde, na madrugada deste sábado – último dia do ano de 2016 – sete presos políticos foram, finalmente, colocados em liberdade em obediência ao que foi colocado na segunda reunião da mesa de negociação entre governo e oposição, com mediação do Vaticano por meio do Núncio Apostólico Aldo Giordano e do ex-1º ministro Zapatero (Espanha).

São eles: Manuel Rosales, ex-governador do estado de Zulia; jornalista Leocenir García e os jovens detidos nas manifestações de 2014, Nixón Leal, Yeimi Varela, Sharlyn Duarte, Ángel Contreras e Gerardo Carrero.

Restam nas cadeias bolivarianas 104 pessoas encarceradas por delitos de opinião ou de participação em manifestações públicas anti-governo. Anuncia-se que os próximos a saírem da cadeia serão o estudante e líder estudantil Yon Goicochea, o ex-prefeito de Caracas Antonio Ledesma, os deputados Rosait Mantilla, Renzo Prieto e Gilberto Sojo, mais os indígenas Humberto Yosuíno e Javier Infante.

Até aqui, o regime chavista vinha negando a existência de presos políticos. Sobre o mais notório deles, o líder Leopoldo López, mantém-se a informação de que ele deseja ser o último a recuperar a liberdade.

Na edição francesa deste mês de dezembro, em artigo assinado por Dirk Krujit destinado a explicar as razões para o atual caos venezuelano, o periódico (de circulação mensal) francês Le Monde Diplomatique confirmou o crescente caráter militar do governo Maduro, no qual os seguintes postos são ocupados por membros das Forças Armadas: Vice-Presidência da República; os Ministérios da Defesa, Interior, Segurança Pública, Economia e Finanças, Trabalho, Saúde, Alimentação, Transportes, Energia Elétrica, da Participação Popular, Casa Civil, Exército, Marinha, Aeronáutica. No conjunto do governo, pessoas ligadas às Forças Armadas representam 88% dos ministros, 38% dos governadores de estados, 85% dos embaixadores, além de dominarem os postos-chave das áreas de coleta de impostos, orçamento, mercados públicos, direção dos bancos públicos e a supervisão dos bancos privados. O general Padrino López, Chefe do Estado Maior desde 2013, expandiu suas atribuições transformando-se numa espécie de super-ministro que já tem a seu cargo, além da defesa nacional e da economia, a gestão dos programas sociais.

 

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