Votos na Itália, Áustria e EUA

As novidades nesta 1a. semana de dezembro de 2016 vêm de três países. Na Itália a profunda reforma constitucional pedida em referendo nacional pelo 1º Ministro Matteo Renzi (Partido Democrata) foi amplamente derrotada, com 60% dos votos pelo “Não”. Em consequência Renzi renunciou ao posto e o Presidente da República Sergio Mattarella deverá indicar o nome de um outro líder para formar um novo governo. O Movimento 5 Stella (5 Estrelas) do cômico Bepe Grillo, que se diz esquerdista e clama pela retirada da Itália da União Europeia, quer novas eleições em uma semana. Já a agremiação do milionário Silvio Berlusconi se opõe a tal solução, exatamente com medo de que o ex-palhaço triunfe.

A outra grande ameaça à cada vez mais precária estabilidade europeia foi contornada na Áustria onde o candidato nazista (ou ultradireitista) Norbert Hofer foi derrotado pelo ecologista e centro-esquerdista Alexander Van der Bellen por significativa margem (53,5% x 46,4%), considerando que as previsões eram de vitória da extrema direita.

O terceiro foco de atenções recai sobre os Estados Unidos, onde a pedido do Partido Verde começou a recontagem dos votos em três estados – Wisconsin, Michigan e Pensilvânia. Nas eleições de 8 de novembro, Hillary Clinton superou a Donald Trump no número total de votos em todo o país, obtendo 64,2 milhões de votos contra 62,2 milhões do magnata republicano, mas viu-se derrotada pela fórmula que escolhe o presidente pelo número de delegados, quesito no qual Trump viu-se eleito com 290 x 232 votantes no Congresso. Em conjunto, os três estados, tradicionalmente democratas, brindaram Trump com 46 votos  que, caso sejam invertidos (o vencedor da eleição popular leva 100% dos delegados daquele estado), inverteria o resultado das eleições. Ou seja, Hillary passaria a ser a Presidente dos Estados Unidos da América. A hipótese dos perdedores é de que os computadores dos três estados teriam sido invadidos por hackers possivelmente russos, com base no que teria ocorrido nas últimas eleições da Ucrânia. No entanto, as primeiras notícias da recontagem de Wisconsin não só confirmam o sucesso de Trump como lhe conferem uma ligeira vantagem ainda maior. Os resultados finais terão de estar disponíveis até o dia 9 de dezembro.

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