Confusão no Prêmio Nobel da Paz e da Literatura em 2016

A Academia sueca que costuma analisar centenas de currículos para afinal decidir a quem conferir o Prêmio Nobel em cada uma de suas categorias, este ano claudicou ao decidir nas áreas de Literatura e Paz, transmitindo uma imagem de indecisão e de irrelevância, fazendo com que suas escolhas passem, mais do que nunca, a ser contestadas.

O Nobel da Paz foi conferido a Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia por um Acordo de Paz com as Farc que de imediato foi negado pela população colombiana em plebiscito: um vexame que agora acaba de ser remendado pela assinatura de um segundo documento em Bogotá, mas sem que se fale mais em referendo popular e com a presença apenas dos diretamente interessados num teatro central de Bogotá. Além disso, ferindo a tradição, o presidente recebeu sozinho um galardão por um processo pelo qual teve não mais do que 50% da responsabilidade. Timochenko, o líder guerrilheiro, foi deixado de lado.

Não contente com isso, a Academia de imediato armou nova confusão ao determinar que um cantor e guitarrista americano, Bob Dylan, fosse o escolhido para receber o Nobel de … Literatura. Num primeiro momento o artista parecia ter-se dado conta do “engano” e fez de conta que não era com ele, não respondendo às insistentes tentativas de contato. Houve, por parte de literatos de todo o mundo, a esperança de que a mancada da Academia seria corrigida, mas logo se viu que não era nada disso. Dylan deu uma desculpa e confirmou presença na solenidade de entrega.

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