Míssil russo abateu Boeing MH17 na Ucrânia

Investigação altamente qualificada e “conclusiva” desenvolvida por especialistas holandeses, que são parte da equipe multinacional (inclui, ainda, técnicos da Malásia, Austrália, Ucrânia e Bélgica) encarregada das investigações a respeito do ataque ao Boeing da Malaysian Airlines perpetrado em 17 de julho de 2014 , foi divulgada hoje em Nieuweigen (Holanda). “Há evidência irrefutável” de que um míssil Buk 9M38 abateu a aeronave matando as 298 pessoas que estavam a bordo, entre as quais 50 crianças.

Relembrando o caso, o Boeing saiu de Amsterdã às 10:31 da manhã do dia 17 com previsão para descer no aeroporto de Kuala Lumpur pouco depois das duas da tarde do mesmo dia. Quando sobrevoava a região na província de Donetsk a 50 km da fronteira entre Ucrânia e Rússia, um míssil o abateu não dando chances de sobrevivência aos passageiros e à tripulação. Era um vôo civil conduzindo principalmente turistas e famílias malaias que retornavam a seus lares. A região era dominada por rebeldes separatistas russos que combatiam o governo de Kiev tentando anexar boa parte do território de Donetsk a seu país. com apoio de Putin.

O míssil foi trazido especialmente da Rússia, armado e lançado com a missão, em princípio, de abater todo e qualquer avião que cruzasse os seus céus a partir da noção de que seria enviado pelo governo ucraniano para bombardear os rebeldes. Embora todos os avisos recebidos de que o vôo da Malaysian nada tinha a ver com a guerra local, na dúvida os enlouquecidos combatentes soviéticos apertaram o botão e lançaram o artefato mortal não errando o alvo.

As análises  que se basearam em cuidadosos exames forenses, entrevista com testemunhas, imagens de satélite, dados de radar e em chamadas telefônicas interceptadas pelos serviços internacionais chegaram, entre outras, às seguintes conclusões: a) o míssil foi lançado de um campo localizado 6 km ao sul de Snizhne, uma área sob controle de rebeldes pró-Russia; b) foi transportado do território russo junto à fronteira oriental da Ucrânia e depois, tão logo cumprida sua missão, conduzido de volta à origem num caminhão Volvo branco. Testemunhas, fotografias e vídeo mostram que foi escoltado por diversos outros veículos e por homens armados em uniforme; c) cerca de cem pessoas que podem ser ligadas ao transporte do MH17 e ao seu lançamento foram identificadas.

A reação foi imediata. Dmitry Peskov, porta voz do presidente Vladimir Putin, declarou que toda a história está eivada de especulações e informação desqualificada e não profissional.

MUNDO SÉCULO XXI reproduz, abaixo, a foto (de Peter Dejong/AP- The Guardian) com o momento da apresentação de Wilbert Paulissen em nome do grupo (JIT) de técnicos que realizou a investigação.

 

Wilbert Paulissen of the JIT presents the preliminary results of the investigation into the shooting down of flight MH17

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