Coréia do Norte: potência nuclear

Sem ter como esconder os efeitos do terremoto provocado por uma explosão de 5.3 graus na escala Richter  no mesmo lugar (em Pyunggig-ri onde costuma experimentar suas bombas atômicas), a TV estatal norte-coreana anunciou orgulhosamente a realização pelo país do seu 5º teste nuclear, coincidindo com a comemoração do 68º aniversário de instalação do regime comunista e com a realização do 1º Congresso do partido em Pyongyang. No teste anterior o artefato alcançou a potência de 6 quilotons, mas este pode ter chegado a algo entre 10 e 12 quilotons, cerca de 70% do que foram as bombas lançadas pelos EUA sobre Nagasaki e Hiroshima ao final da 2a. Guerra.

Chamando a bomba de uma “realização milagrosa”, o presidente Kim Jong-Un viola o acordo global monitorado pelo CBTO, Comprehensive Nuclear-Test-Ban Treaty, que tem sido respeitado desde 1996 por 183 nações. Trata-se de mais uma demonstração de força, obtendo em definitivo um lugar entre as potências atômicas do universo, direcionada principalmente aos dois maiores inimigos dos norte-coreanos (Estados Unidos e Coréia do Sul) e à sua maior aliada, a República Popular da China que sempre expressa seu apoia ao vetar qualquer decisão do Conselho de Segurança da ONU que possa desestabilizar o regime de Jong-Un. Assista, neste site, ao vídeo sobre o dia a dia na Coréia do Norte, o país mais fechado e inacessível, por suas características político-ideológicas, do mundo.

Grande Monumento de Mansudae em Pyongyang, com o rei II-Sung e seu filho lançando um olhar sobre a Coréia do Norte. Visitantes devem baixar a cabeça ao entrar e levar flores.
Grande Monumento de Mansudae em Pyongyang, com o rei II-Sung e seu filho lançando um olhar sobre a Coréia do Norte. Visitantes devem baixar a cabeça ao entrar e levar flores.

 

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