Impeachment e Lava Jato prosseguem

Em nova etapa do processo, a Comissão Especial do Impeachment do Senado Federal  de aprovou por 14 x 5 o relatório do senador mineiro Antonio Anastasia que pede o afastamento definitivo da presidente Dilma Rousseff, o que se afigura como irreversível.

Votaram a favor do afastamento os seguintes membros da Comissão: Dário Berger, Simone Tebet e Waldemar Moka do PMDB: Cassio Cunha Lima, Ricardo Ferraço e Antonio Anastasia do PSDB; Ana Amelia e Gladson Carmeli do PP; Fernando Bezerra Coelho e Lucia Vânia do PSB; Magno Malta do PR; Ronaldo Caiado do DEM; José Medeiros do PSD e Zeze Perrela do PTB. Votos contrários (pela manutenção no cargo da Presidente) foram dados por Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias do PT; Vanessa Grazziotin do PCdoB; Telmário MOtta do PDT e Kátia Abreu do PMDB.

Compareceram 21 parlamentares, incluindo o presidente Raimundo Lira que não votou. A única ausência coube ao senador Weeelington Fagundes do PR-MT que, por sinal, continua figurando la lista dos “indecisos” para a votação final em plenário que deve ocorrer ainda neste mês de agosto de 2016.

Enquanto isso, em decisão extraordinária por seu alto peso específico, o juiz Marcelo Bretas (7a. Vara Criminal Federal do RJ) condenou o vice-almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear, a 43 anos de prisão, a maior pena aplicada no contexto da Operação Lava Jato José Dirceu mereceu 20 anos).

A condenação abrangeu crimes de evasão de divisas, corrupção, lavagem de dinheiro, impedimento à investigação e formação de organização criminosa no âmbito do Programa Nuclear Brasileiro. Othon foi presidente da Eletronuclear e, junto a ele, outros 13 ex-dirigentes da poderosa estatal foram sentenciados em função de desvios relacionados à construção da Angra 3.

A Operação Lava Jato, iniciada em março de 2014 sob a condução do juiz Sergio Moro até o momento concretizou 106 condenações com penas acumuladas superiores a 1.148 anos, além de determinar milionárias devoluções do dinheiro desviado no processo original que envolve a Petrobrás (e, neste  caso, a Eletrobrás).

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