Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in posts
Search in pages
Filter by Categories
África
Américas
As prisões do Brasil
Ásia
Brasil
Crise brasileira
Europa
Literatura
Mundo
Oceania
Os Bálcãs
Regimes de governo
Saúde Pública
Sem categoria
Séries
Slideshow
Vídeos
Vinhos

Vagas na cúpula da República

Em novo artigo publicado no site “O Monumental” (leia todo o último número em http://omonumental.com.br/2016/08/02/sair-verbo-definitivo-felizes-despedidas-na-praca/), o jornalista André Guedes examina em detalhes o surgimento de vagas na cúpula da República.

Sair, verbo definitivo: felizes despedidas na Praça


Por André Guedes

As três saídas mais aguardadas pelo Congresso Nacional
Após duas semanas de recesso do Congresso Nacional, deputados federais e senadores retomam os trabalhos legislativos se preparando para três despedidas muito aguardadas. Duas delas traumáticas para os próprios personagens: Dilma Rousseff, presidente da República afastada, deverá deixar o cargo definitivamente, enquanto o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), além de já ter renunciado ao cargo de presidente, tende a ser cassado por seus pares. Eles, que fizeram sangrar um ao outro na esperança da salvação, devem cair abraçados. Em setembro já não se ouvirá mais falar no parlamentar e na presidente e sim nos dois ex.

Já Ricardo Lewandowiski, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), termina seu mandato em 10 de setembro e será substituído pela ministra Cármem Lúcia. A saída de Lewandowiski não é traumática para ele, mas será comemorada pela maioria dos congressistas que não nutre grande simpatia pelo atual comandante da Suprema Corte. Nas ruas, essa saída também será bem celebrada.

Sai Dilma
Os últimos dias de trabalho da Comissão do Impeachment do Senado Federal são vistos como o empurrão para saída definitiva de Dilma Rousseff. Nem o mais fervoroso companheiro da presidente afastada consegue acreditar no “Fica Dilma”. Os senadores da tropa de choque da quase ex-presidente vão cumprir o papel de negar o crime de responsabilidade fiscal até a votação final do processo no plenário. Apesar disso, o brilho nos olhos de Lindberg Farias (PT/RJ), Gleisi Hoffmann (PT/PR) e Vanessa Grazziottin (PCdoB/AM) já não é mais o mesmo do início da batalha.

Os últimos suspiros de esperança dos apoiadores de Dilma começaram a sumir depois de elogios de senadores, que votaram contra o impeachment na fase de abertura do processo, ao governo de Michel Temer.

Sai Cunha
Eduardo Cunha deixará o parlamento cassado, mas no meio do seu egocentrismo ainda sobrará espaço para celebrar a vitória sobre Dilma Rousseff. Não importa se cairá, e sim quem levou junto ou até mesmo antes. Lendário nos moldes cínicos das frases de Roberto Jefferson em plena CPI do mensalão, ele faz de um fato uma grande cena. Teve que sair da residência oficial da presidência da Câmara dos Deputados, mas antes fez um churrasco de despedida. E no dia em que o plenário daquela Casa votar sua cassação, espere um Cunha fazendo sua própria defesa atacando seus adversários um a um e dando nomes aos bois. Afinal, churrasco e bois tem tudo a ver a com carne enlatada, produto que, segundo o próprio Eduardo Cunha, o fez enriquecer.

Sai Lewandowiski
Lewandowiski deixará a presidência do STF aliviado. Não teve grande atuação frente à Suprema Corte, mas sairá bem em relação aos chefes dos outros poderes. Levará a mancha de que trabalhou para amenizar a situação caótica do ex-presidente Lula, Dilma, PT e aliados. A característica de imparcialidade, exigência moral de um ministro do STF, sempre será colocada em dúvida quando o tema for o ministro. No entanto, encerrará o mandato deixando seu nome nos livros de história como o presidente do STF que garantiu o rito do processo de impeachment.

E o Renan, sai?
Em meio a saídas e despedidas dos chefes de Poderes, o presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB/AL), se mantém no cargo. Com o seu nome envolvido na Operação Lava Jato, o senador alagoano, que já renunciou no passado ao cargo que ocupa atualmente, não demonstra disposição para renúncia ou qualquer coisa do gênero.

Renan observa Dilma Rousseff, que o apoiou para assumir a presidência do Senado Federal e do Congresso Nacional, cair. Também observa seu colega de partido, Eduardo Cunha, cair. Percebeu que os dois estão caindo atirando. Somando a experiência de uma renúncia com a observações de outras quedas, ele prefere aguardar pacientemente. Uma das apostas para que a calmaria saia de cena é uma esperada DelaCunha, a delação premiada de Eduardo Cunha.

Em meio às despedidas, temos boas vindas
Com a renúncia de Eduardo Cunha ao cargo de presidente da Câmara dos Deputados, foi eleito para o posto o deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ). Maia foi escolhido há pouco mais de duas semanas, mas seu trabalho como comandante da Casa começa nesta segunda-feira (01/08).

Nos próximos quatro meses, ele terá a missão de tornar a Casa independente, mas dando apoio ao governo de Michel Temer. Maia terá ainda a difícil missão de convencer os deputados a comparecerem às votações durante as eleições municipais. Se ele conseguir, já terá deixado seu legado no comando da Câmara.

Be the first to comment

Deixe seu Comentário

Seu e-mail não será publicado.


*


Traduzir »