Crise brasileira: repercussões internacionais – A onça e a tocha olímpica (Boletim nº 34, 21/6/2016)

Já não bastassem os severos problemas políticos e econômicos, a crise brasileira segue fornecendo frequente e renovado material a seus críticos.

Desta feita, o foco é a Olimpíada do Rio de Janeiro, cidade agora declarada por seu próprio governador como “em estado de calamidade pública”, algo inacreditável para os preocupados dirigentes estrangeiros que se preparam para enviar suas equipes à principal competição do esporte mundial. Numa declaração apressada, demonstrando nitidamente seu desconforto e tentando salvar a própria pele, o senhor Yu Zaiking, vice-presidente do COI – Comitê Olímpico Internacional – disse que os Jogos não podem ser responsabilizados pela recessão e pela calamidade pública. “A crise é do país, do Brasil, não da Olimpíada”.

O caso da onça pintada em Manaus não poderia deixar de ser manchete global. O animal é uma especie sob proteção por ser considerada em extinção. Os organizadores brasileiros da competição magna decidiram usar a tocha olímpica como veículo de propaganda e a estão fazendo percorrer o país de cima a baixo, sendo acendida em grandes e pequenas localidades e nos mais variados pontos de algum apelo turístico, histórico, enfim, a justificativa que for possível.

As chances de acontecer algum vexame não poderiam ser descartadas e, afinal, na capital do estado do Amazonas, soldados do CMA – Comando Militar da Amazônia,  acorrentaram a onça Juma, mascote da corporação, a fim de mostrá-la ao público para melhor enfeitar a passagem da tocha. Após percorrer o Centro de Instrução de Guerra na Selva, sede da corporação, e o famoso Eneontro das Águas entre os rios Solimões e  Negro, já na dispersão o animal soltou-se e avançou sobre um dos militares, sendo abatido com um certeiro tiro de pistola.

A materia abaixo é da revista colombiana La Semana.

El jaguar utilizado en ceremonia olímpica en Brasil fue asesinado

El jaguar utilizado en ceremonia olímpica en Brasil fue asesinado

El animal estaba en exhibición como parte del recorrido de la antorcha olímpica. Autoridades admitieron que cometieron un error.

 

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