Síria sem horizonte

Novos tempos, velhas e novas guerras sacodem o mundo sem trégua enquanto o século XXI, que tantas esperanças trazia, aproxima-se do final de sua segunda década assistindo à multiplicação e agravamento crescentes de conflitos locais que ameaçam generalizar-se. Parece que a crise dos desesperados que fogem do Oriente Médio e do sul da Ásia para a Europa não deixou lições. Ao contrário, o confuso panorama eleitoral que se desenha no Reino Unido e na Espanha, para ficarmos apenas nesses dois exemplos, mostra que a polarização de forças se radicaliza.

No momento, milhares de sírios que não mais conseguem ver o céu – tomado que está pela fumaça dos raids aéreos e das toneladas de bombas e foguetes que, lançadas já de maneira indiscriminada pelas aeronaves russas que apoiam al-Assad, arrasaram Aleppo e agora se voltam para o mais populoso dos campos de refugiados em Idlib junto à fronteira com a Turquia onde somente ontem 30 vítimas perderam a vida. Sem alternativa, levas e mais levas de homens, mulheres e crianças procuram as estradas e se possível o mar desejando ir embora, abandonar a Síria para tentar sobreviver. (VGP)

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