Cada vez mais refugiados

Na última semana, sem motivos para comemoração, no Dia Mundial dos Refugiados (20 de junho), a ONG Human Rights e a UNHCR – Agência das Nações Unidas para os Refugiados – informaram que o número total de pessoas nessa condição já é de 59,5 milhões, contra 51,2 milhões há um ano atrás e 32,5 milhões dez anos anos antes. Distribuídos pelo mundo, em países distintos daqueles onde nasceram, contam-se 19,5 milhões de pessoas – cerca de 70% mulheres e crianças – 64% dos quais abrigados em campos da UNHCR e 26% catalogados como refugiados palestinos. Os demais foram forçadamente deslocados de seus lares para campos de proteção ou para qualquer lugar dentro do mesmo país de origem.

No último ano 60 mil fugitivos do conflito na República Centro Africana encontraram "abrigo" entre carcaças de aviões dilapidados no Aeroporto Internacional de Bangui, a capital do país (foto de Petrr Biro/IRC/Al Jazeera)
No último ano 60 mil fugitivos do conflito na República Centro Africana encontraram “abrigo” entre carcaças de aviões dilapidados no Aeroporto Internacional de Bangui, a capital do país (foto de Petrr Biro/IRC/Al Jazeera)

A Turquia substituiu o Afeganistão como o país que recebe a maior quantidade de “displaced people” em função da sua porosa fronteira com a Síria e da guerra que prossegue ai e no Iraque. Atualmente estima-se que um de cada quatro refugiados é sírio, mas várias outras nações contribuem ativamente para essa tragédia humanitária, com destaque para o Sudão do Sul, Afeganistão, Mali, Iêmen, República Centro Africana -RCA, República Democrática do Congo – RDC – e, na América Latina a Colômbia onde as guerrilhas das FARC e do ELN acabam de completar cinquenta anos de existência. Guerras, os conflitos e perseguições de todo tipo (étnicas, raciais, religiosas, etc.) são as três principais causas desse êxodo maciço.     

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