Genocídios não devem ser esquecidos

É tempo de recordar duas das maiores tragédias humanas do século XX: os cem anos do genocídio armênio e os quarenta anos da revolução comunista do Camboja.

Em 1915 começou em Constantinopla o expurgo do povo armênio pelos jovens turcos que comandavam o Império Otomano. Nos oito anos seguintes 1,5 milhão pereceram sob os olhares complacentes das grandes potências envolvidas na I Guerra Mundial.

Na 5a. feira da semana passada, 15 de abril, sobreviventes reuniram-se em Chogung Ek, o maior campo da morte montado pelo Khmer Vermelho no Camboja. Oraram no “museu” que coleciona caveiras e ossos de alguns dos 2 milhões de homens, mulheres e crianças indiscriminadamente levados à morte por fome, execução ou trabalho em excesso. A maioria foi forçada a abandonar seus lares em Phnom Penh por militantes da Khmer Vermelho comandado por Pol Pot com seu projeto de reforma agrária radical que durante quatro anos vitimou 1/4 da população do país. Pol Pot, o Irmão Número Um, transformou o Camboja num inferno na sua busca pelo Ano Zero, o recomeço a partir do qual viria o paraíso comunista. Até hoje persiste sem resposta a pregunta de como a humanidade atingiu – na Turquia e na Kampuchea Democrática – tamanho grau de cruel insensibilidade.

Museu em Chogung Ek dedicado ao genocídio cambojano (imagem Reuters)
Museu em Chogung Ek dedicado ao genocídio cambojano (imagem Reuters)

 

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