Dilma Rousseff defende Petrobrás em discurso de posse

Dilma Rousseff ao ser empossada para 2º mandato de 4 anos - Congresso Nacional, Brasília, 1º/01/2015
Dilma Rousseff ao ser empossada para 2º mandato de 4 anos – Congresso Nacional, Brasília, 1º/01/2015

No discurso feito no Congresso Nacional ao tomar posse em seu segundo mandato como Presidente da República (Brasília, 1º/01/2015), Dilma Rousseff fez a defesa da Petrobrás e, ao reconhecer a existência de corrupção, procurou restringir a culpa a “alguns servidores” e a “predadores internos e inimigos externos”, mas sem nomeá-los. Ainda supôs que há “interesses contrariados pelo sistema de partilha” adotado. Eis a íntegra do pronunciamento:

“…Quero agora me referir à nossa Petrobrás, uma empresa com 86 mil empregados dedicados, honestos e sérios que teve, lamentavelmente, alguns servidores que não souberam honrá-la, sendo atingidos pelo combate à corrupção.

A Petrobrás já vinha passando por um vigoroso processo de aprimoramento de gestão. A realidade atual só fez reforçar nossa determinação de implantar na Petrobrás a mais eficiente e rigorosa estrutura de governação e controle que a empresa já teve no Brasil.

A Petrobrás é capaz disso e capaz de muito mais. Ela se tornou a maior empresa do mundo em capacitação técnica para a prospecção de petróleo em águas profundas. Daí resultou a maior descoberta de petróleo deste início de século – as jazidas do Pré-Sal – cuja exploração, que já é realidade, vai tornar o Brasil um dos maiores produtores de petróleo do planeta.

Temos muitos motivos para preservar e defender a Petrobrás de predadores internos e de seus inimigos externos. Por isso, vamos apurar com rigor tudo de errado que foi feito e fortalecê-la cada vez mais. Vamos, principalmente, criar mecanismos que evitem que fatos como estes possam voltar a ocorrer. O saudável empenho da Justiça de investigar e punir, deve também nos permitir reconhecer que a Petrobrás é a empresa mais estratégica para o Brasil e a que mais contrata e investe no país.

Temos, assim, que saber apurar e saber punir, sem enfraquecer a Petrobrás, nem diminuir a sua importância para o presente e para o futuro. Não podemos permitir que a Petrobrás seja alvo de um cerco especulativo de interesses contrariados com a adoção do regime de partilha e da política de conteúdo nacional, que asseguraram ao nosso povo o controle sobre nossas reservas petrolíferas. A Petrobrás é maior do que quaisquer crises e, por isso, tem capacidade de superá-las e delas sair mais forte.”

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