Libertados assassinos da ETA na Espanha

Dois etarras (membros da organização terrorista espanhola ETA) – Santiago Arrospide Sarasola (Santi Potro) e Alberto Plazaola Anduaga – acabam de sair da prisão Teixeiro de La Coruña, por autorização da Sección Primera, Sala Penal da Audiencia Nacional, órgão máximo da justiça espanhola, em obediência a uma Decisão Marco da União Europeia que permite considerar os anos de cárcere cumpridos em outro país da UE.

Foram descontados os anos passados em prisões francesas, 24 horas antes de que uma nova lei possibilitando não adotar de imediato a diretiva da UE entrasse em vigor na Espanha. Ao mesmo tempo, o tribunal da Sección Segunda negou idêntico benefício a Iñaki Bilbao, outro etarra histórico. Todos são assassinos pertencentes à ala mais sanguinária da ETA.

Santi Potro tem onze condenações. As principais são as que julgaram o atentado da Praça República Dominicana em Madri (julho de 1986) com 12 guardas civis mortos e que lhe rendeu 1.920 anos de pena; e do Centro Comercial Hipercor (o massacre do Hipercor) em Barcelona com 21 mortos e pena de 790 anos. Ele foi preso em 1987 na França, onde tinha o status de asilado político e extraditado para a Espanha em dezembro de 2000. No total acumulou 3122 anos de condenação. Plazaola pertencia ao mesmo bando, o Comando Araba, e foi condenado em 1997 a 46 anos, dos quais cumpriu os primeiros seis nas cadeias francesas.

Contudo, oito anos atrás a Audiencia Nacional concordou em acumular as onze sentenças de Santi Potro em uma só, fixando-lhe um máximo de 30 anos de cárcere. Ao que parece, mais do que o acúmulo de uma série de benefícios que são fortemente discutidos pela justiça e pela sociedade espanhola, por trás das polêmicas decisões está o desejo de favorecer ao grupo de etarras que ultimamente se manifestou favoravelmente ao término da guerra civil que tantas vítimas já causou ao país.

 

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