Corrupção fere profundamente a Petrobrás

Executivos de empreiteiras nacionais detidos pela PF na Operação Lava Jato

Mal foram cerradas as urnas da eleição presidencial de outubro e explode com crescente intensidade vasto escândalo revelando corrupção na maior empresa brasileira, a Petrobrás.

De acordo com o juiz Sérgio Fernando Moro da 13a. Vara Federal de Curitiba, “tomando-se os valores milionários ou bilionários destes contratos – entre a Petrobras e empreiteiras -, os danos sofridos pela empresa estatal, cujo acionista majoritário é a União Federal e, em última análise, o povo brasileiro, atingem milhões ou até mesmo bilhões de reais”. O esquema investigado na Lava Jato identificou “quatro grupos criminosos dedicados principalmente à pratica de lavagem de dinheiro e crimes financeiros no âmbito do mercado negro de câmbio”. Esses grupos seriam liderados pelos supostos doleiros Carlos Habib Chater, Alberto Youssef, Nelma Mitsue Penasso Kodama e Raul Henrique Srour.

As maiores empreiteiras do país que participam do esquema e tiveram executivos presos se dizem dispostas a colaborar com as investigações. São elas: Camargo Correa, OAS, Mendes Júnior, Engevix, Odebrecht, Queiroz Galvão, UTC, Iesa.

Ao justificar as prisões feitas dia 14/11/2014, o juiz, dizendo se tratar de remedio amargo para coibir a continuidade dos casos de corrupção na Petrobrás, alegou risco à ordem pública e às investigações, pois sem as medidas não seria possível evitar interferências na obtenção de provas e fugas para o exterior. “Com o poder econômico de que dispõem, o risco de prejudicarem as investigações e a instrução ou de obstruírem o processo através da produção de provas falsas é real e imediato, concluiu o magistrado.

Segundo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, “a presidente Dilma se sente ilegítima mesmo após ter assegurado o 2º mandato”. Até o dia 15/11 a sétima fase da operação deflagrada pela Polícia Federal tinha resultado em 21 prisões. Deflagrada em março, a Operação Lava Jato investiga um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou pelo menos R$ 10 bilhões e desviou recursos ainda não contabilizados em seu total dos cofres da estatal.

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