Índia e China: instabilidades na fronteira

Militares chineses montam guarda na Passagem de Nathula, limite entre China e Índia

A Linha McMahon estabelecendo a sinuosa fronteira entre China e Índia no Himalaia foi assinada em março de 1914 na cidade indiana de Simla , mas no derradeiro momento o representante chinês negou-se a acatar o documento e o mapa que por fim teve as assinaturas apenas da Inglaterra e do Tibete. Mais tarde o governo indiano comprometeu-se e em 1950 Mao Tsé Tung invadiu o Tibet. Desde então pediódicos confrontos mantém a instabilidade da região.

Nas últimas semanas a Índia estabeleceu 54 novos postos de guarda e criou 12 mil postos adicionais de trabalho, incluindo basicamente pessoal militar ao longo da fronteira no estado limítrofe nortista de Arunachal Pradesch, além de construir ai uma incrível estrada de 1800 km de extensão, a mais elevada do mundo, para grande desgosto de Pequim . De imediato o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying, declarou que seu país está emprenhado em encontrar soluções pacíficas por meio de conversações, acrescentando que as medidas adotadas por Nova Delhi são exageradas e tendem a complicar a situação fronteiriça. Os 1ºs  Ministros Xi Jinping e Narendra Modi têm em suas mãos dois dos maiores orçamentos bélicos da terra – respectivamente US$ 132 bilhões e 38 bilhões – e, ao mesmo tempo em que fazem um discurso interno de confronto, sabem que um retorno à crise de 1962 (guerra sino-indiana) teria consequências terríveis para ambos.

 

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