Líbia dividida

O regime de Muammar Ghadafi deixou de existir três anos atrás e desde então a Líbia, no norte da África, está submergida no caos. Atualmente tem dois Parlamentos. A Casa dos Representantes eleita em junho e que tem Abdullah al-Thini como 1º Ministro, viu-se forçada a estabelecer sua sede na cidade fronteiriça de Tobruk, no extremo leste junto à divisa com o Egito. Milícias muçulmanas em princípio fieis ao governo anterior (Congresso Nacional Geral) depois de tomarem Misrata, a terceira maior cidade do país, ocuparam a capital, Trípoli.

Benghazi, a segunda cidade líbia, na prática também obedece ao comando dos rebeldes. Num país militarizado e com armamento fartamente disponível para todos os grupos em luta, a guerra civil que hoje toma as ruas líbias provoca verdadeiras batalhas em cada esquina que só nas últimas três semanas forçaram 100 mil pessoas a abandonar suas casas. No total já é de 287 mil o número de refugiados no deserto e nos países vizinhos.Numa visita surpresa a Trípoli, Ban Ki-moon, o Secretário-Geral da ONU, esforça-se para abrir negociações de paz entre os dois principais grupos rivais, insistindo em que apenas um Parlamento deve representar a todos os líbios.

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