Ebola: equipe de saúde massacrada

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Na vila de Nzerekore próxima à fronteira sul da Guiné, a reunião da equipe de saúde com a comunidade começou bem. O objetivo era difundir medidas preventivas e de detecção precoce do vírus ebola e acertar como seria feita a desinfecção de prováveis focos nas redondezas. Os chefes locais distribuíram a cada um dos visitantes dez amêndoas de kola como sinal de boas-vindas.  Mas, logo depois, um bando de jovens proveniente de um povoamento vizinho começou a apedrejar o grupo terminando por massacrá-lo com a ajuda de cacetes, porretes e facas. A sangue frio foram assassinados dois médicos, um pastor, membros da administração local e três jornalistas que os acompanhavam. Uma quarta profissional, correspondente de um jornal guineense, conseguiu escapar e ficou escondida na mata ouvindo chamar por seu nome até que os atacantes desistiram e se enfurnaram nas matas próximas após lançarem os oito corpos na latrina da escola.

Muitas comunidades, repetindo um comportamento comum em outras pequenas localidades pelo interior da Guiné, Libéria e Serra Leoa, acredita que o pessoal da saúde é o responsável pela difusão da epidemia. Na África e no Oriente Médio agressões a pessoal da saúde tornam-se cada vez mais frequentes, como vem sendo assinalado nos textos deste site (consulte a categoria Saúde Pública). Na matéria “Ebola, emergência internacional”, veja as recomendações do Ministério da Saúde brasileiro e da Organização Mundial da Saúde relativas à detecção do vírus e seu combate.

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