Nova explosão populacional?

Amanhece o dia em São Paulo e as filas crescem (imagem - Estadão)

O alerta está dado! O estudo internacional liderado por Adrian Raftery da Universidade de Washington e agora divulgado pela revista Science indica que as previsões mais conhecidas de que o mundo atingiria em 2050 uma população máxima de 9 bilhões de habitantes e a partir dai começaria a decrescer, provavelmente estão erradas. Admite-se, face às novas evidências, de que a população continuará a expandir-se, saltando dos atuais 7 bilhões para nada menos que 11 bilhões em 2.100.

Em Bangladesh o trem não basta para tantos viajantes
Em Bangladesh o trem não basta para tantos viajantes

As causas para mudança tão forte de expectativas são várias: a) abandono nas últimas décadas das políticas populacionais, com o tema praticamente ficando fora das principais pautas em discussão, como as relativas ao desenvolvimento e sustentabilidade; b) fracasso das práticas de saúde pública, aumento da pobreza, da poluição e do crime; c) controle da esperada mas não concretizada epidemia de HIV/Aids com o acesso a drogas antiretrovirais mostrando-se capaz de mostrar que as perspectivas mais pessimistas de dez anos atrás em termos de perdas de vidas não se concretizaram; d) afrouxamento das políticas de controle populacional em países como a China ou sua não adoção por outras nações de grande volume populacional; e) padrões de fertilidade que deveriam declinar em países africanos recobraram força e em casos como o da Nigéria a previsão é de que a média de 6 crianças por casal se mantenha, fazendo com que a população salte de 200 milhões hoje para 900 milhões ao final do século.

A África subsaariana segue sendo a região de maior expansão, devendo saltar dos atuais 1 bilhão para algo entre 3,5 e 5 bilhões em 2011. Globalmente nos últimos vinte anos a média de 25% das mulheres que adotam  práticas anticoncepcionais praticamente não mudou. Mas, o problema de sociedades que envelhecem rapidamente também é destacado. O Brasil é citado como um exemplo: estima-se que haverá uma aguda redução da média de 8,6 pessoas em idade ativa para cada habitante com 65 anos ou mais, para 1,5 em 2100, bem abaixo dos níveis presentes no Japão. De acordo com Adrian Raftery, em declarações para o jornal britânico The Guardian, China e Índica estarão sujeitas ao mesmo fenômeno que o Brasil, obrigando-as a mudarem radicalmente suas políticas demográficas ao longo do século XXI.

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