A crise de abastecimento na Venezuela

Na Venezuela, o governo de Nicolás Maduro decidiu impor ainda este ano um novo sistema de controle de compras nos estabelecimentos comerciais por meio de identificação digital. Trata-se da obtenção da impressão digital do comprador (da mesma maneira que para votar ou para sacar dinheiro da própria conta nas máquinas de alguns bancos) com a finalidade de impedir a aquisição tida pelo governo como demasiada de alimentos e produtos básicos que estão tabelados há onze anos e que cada vez mais escasseiam, supostamente porque são tirados do país por contrabando.

Cinco meses atrás um cartão eletrônico denominado de “abastecimento seguro”, aplicado com o mesmo objetivo, não obteve qualquer sucesso. As filas para comprar artigos de primeira necessidade formam-se em frente aos mercados, farmácias, lojas atacadistas que vendem ao público desde 2006, mas ultimamente o problema se agravou com a queda na produção nacional ocasionada pelo corte na venda de divisas impedindo a importação de matérias primas pela débil indústria venezuelana. A taxa de inflação, que segundo a Cepal é a mais alta das Américas, não tem sido publicada pelo Banco Central, mas o custo de vida no último ano subiu nada menos que 60,9%, apesar do forte controle oficial do câmbio e dos preços iniciado em 2003.

AP

 

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