Melhores cidades do mundo para viver

Como mensurar Qualidade de Vida? A resposta agora é dada pela Unidade de Inteligência (EIU) da revista The Economist ao apresentar o seu Liveability Ranking (Classificação de condições de vida, em tradução livre) que pelo segundo ano consecutivo coloca Melbourne na Austrália como a melhor cidade do mundo para se viver, deixando a capital austriaca Viena em 2º lugar e Vancouver, no Canadá – que fora a vencedora das edições anteriores até 2011 – em 3º.

Com uma pontuação de no máximo 100 pontos, as dez melhores cidades, escolhidas em uma análise feita por especialistas da EIU socorrendo-se de um amplo conjunto de indicadores de conhecida respeitabilidade internacional, foram, pela ordem: Melbourne (Austrália) 97,5 pontos – Viena (Áustria) 97,4 – Vancouver (Canadá) 97,3 – Toronto (Canadá) 97,2 – Adelaide (Austrália) 96,6 – Calgary (Canadá) 96,6 – Sydney (Austrália) 96,1 – Helsinque (Finlândia) 96,0 – Perth (Austrália) 95,9 – Auckland (Nova Zelândia) 95,7.

No extremo oposto as dez piores foram: Abidjan (Costa do Marfim) 45,9 – Trípoli (Líbia) 44,2 – Douala (Camarões) 44,0 – Harare (Zimbábue) 42,6 – Argel (Argélia) 40,9 – Karachi (Paquistão) 40,9 – Lagos (Nigéria) 38,9 – Port Moresby (Papua Nova Guiné) 38,9 – Dhaka (Bangladesh) 38,7 – Damasco (Síria) 30,5.

As cidades colocadas nas melhores posições do ranking têm entre si fatores positivos como o fato de serem de médio porte e situadas em países ricos e com densidade populacional relativamente baixa, coincidindo com uma larga disponibilidade de atividades recreacionais sem experimentar níveis elevados de criminalidade ou problemas de infraestrutura. Sete dessas dez cidades situam-se na Austrália e no Canadá com densidades populacionais entre 2,9 e 3,4 por km2, enquanto Helsinque e Auckland têm 16 por km2. Viena foge desse padrão (densidade de 100 pessoas por km2), mas a sua população de 1,7 milhão de habitantes é relativamente pequena em comparação a grandes centros como Nova York, Londres ou Tóquio. Por outro lado, Melbourne tem um índice de homicídios de 1,5 por 100 mil moradores, apenas superado pela Áustria com 0,9 (em 2012).

Os cinco critérios utilizados são Estabilidade (crime, terror, conflitos militares e civis), Cuidados de Saúde (disponibilidade e qualidade de cuidados públicos e privados, indicadores epidemiológicos), Cultura e Meio Ambiente (temperatura média, desconforto climático para viajantes, nível de corrupção, restrições social e religiosas, padrões de censura, disponibilidades esportivas e culturais, alimentação e bebidas, níveis de consumo), Educação (disponibilidade de educação pública e privada, indicadores gerais de educação) e Infraestrutura (qualidade das estradas e do transporte público, relações internacionais, disponibilidade habitacional, qualidade de provisão de energia, água e telecomunicações).

Para consultar a versão integral ou o sumário do índice acesse: The Economist – Intelligence Unit – Leavibility Ranking and Overview 2014.

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