Índice de Fragilidade nacional e o Brasil

O Brasil é o 53º entre 187 países pelo Índice de Fragilidade Nacional (Fragile States Index 2014) elaborado pelo Fundo para a Paz e publicado pela revista Foreign Policy. Num ranking geral de 0 a 10 o Brasil obteve apenas 5,1 pontos, com uma perda de 0,7 em relação ao ano anterior, o que confirma a tendência de queda observada nos últimos oito anos.

Os doze itens considerados para a elaboração do índice avaliam para cada país a influência de fatores Sociais (os quatro primeiros), Econômicos (o 5º e o 6º) e Políticos (do 7º ao 12º) estão definidos a seguir, com a nota atribuída ao Brasil entre parêntesis: 1.   Pressões Demográficas (6,7): condições relacionadas à população, como escassez de alimentos, crescimento demográfico, índices de mortalidade; 2. Refugiados e pessoas internamente deslocadas (3,6): deslocamento de refugiados, criando emergências humanitárias; 3. Lutas de grupos (5,6): tensões e violência entre grupos dentro do país; 4. Saída de pessoas e perda de cérebros (3,8): padrões crônicos e sustentáveis de emigração, principalmente dos que buscam  refugio e daqueles com alto nível educacional; 5.  Desenvolvimento econômico instável (8,0): disparidades no desenvolvimento entre distintos grupos étnicos e religiosos e entre regiões no país; 6. Pobreza e declínio econômico (3,1): índices de pobreza e de performance econômica; 7. Legitimidade do Estado (5,4): Ccorrupção e outras medidas de capacidade democrática, como performance governamental e processos eleitoral; 8. Serviços públicos (5,6): provisão de cuidados de saúde, educação, saneamento e outros serviços, medindo o grau de deterioração dos serviços públicos; 9. Direitos humanos e Estado de Direito (5,6): proteção e promoção dos direitos humanos, aplicação arbitrária da lei; 10. Aparelho de Segurança (5,6): conflitos internos e proliferação de grupos armados marginais; 11. Crescimento da faccionalização de elites: conflitos e competição entre lideranças locais e nacionais; 12. Intervenção externa (3,0): níveis de assistência externa assim como a imposição de intervenções, como sanções ou invasões militares.

No bloco dos estados mais frágeis (falidos) estão, pela ordem a partir do pior: Sudão do Sul, Somália, REpública Centro Africana, República Democrática do Congo, Sudão, Chade, Afeganistão, Yemen, Haiti, Paquistão, Zimbabwe, Guiné, Iraque, Costa do Marfim e Síria. No polo oposto, os mais sólidos são Finlândia, Suécia, DFinamarca, Noruega, Suíça, Nova Zelândia, Luxemburgo, Islândia, Irlanda e Austrália.

Classificado num grupo de países em estado de alerta, que causam preocupação, o Brasil tem a companhia, entre outros, de Trinidad e Tobago, Brunei, Albânia, África do Sul, Ucrânia, Malásia e Botswana.

Os 12 Indicadores e seus componentes
Indicadores e seus componentes

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