Israel e Palestina em chamas

Ao lançar a Operação Margem Protetora na última 3a. feira, 8 de julho, Israel militarizou uma vez mais a fronteira com a Faixa de Gaza, convocou 15 mil reservistas e deixou outros 40 mil em sobreaviso máximo, lançando de imediato 40 ataques contra esse minúsculo território onde vivem 1,8 milhão de pessoas. Na origem mais recente do acirramento das tensões estão os cadáveres de três adolescentes israelitas num bosque nos arredores de Hebron. Mesmo sem confirmação dos autores, a retaliação que se seguiu vitimou entre outros a Tarik Khdeir, de nacionalidade norte-americana, por ser primo de Mohammed Abu Khdeir, de 16 anos que no dia anterior fora sequestrado e queimado vivo. A polícia de Tel Aviv, em seguida, prendeu seis judeus suspeitos de terem cometido o crime por motivos nacionalistas e o Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu apresentou condolências aos familiares das vítimas. O movimento Hamas, que governa Gaza, redobrou seus lançamentos de mísseis, entre os quais os M 302 com poder de alcance praticamente sobre todo o território de Israel. Toda a região está sob intenso risco. No artigo “Las llamas que consumen Israel y Palestina” a revista Semana (www.semana.com) lembra que a primavera árabe, iniciada em 2010, longe de trazer a paz para o Oriente Médio, está fazendo a região voltar a tempos medievais. Enquanto o grupo Estado Islâmico (ISIS, uma dissidência radical da Al Qaeda) avança no Iraque, a posse do general Abdel Fattah el-Sisi no Egito em meio a grave crise econômica (em boa parte devido ao fracasso da indústria turística) e à exclusão dos membros da Irmandade Muçulmana, anuncia tempos de guerra para o país das pirâmides e novos problemas para o governo de Netanyahu, tendo em vista as declarações do ministro do petróleo egípcio de que o apoio e os negócios com Israel “já não são um tabu”.

Faixa de Gaza, domínio do Hamas
Faixa de Gaza, domínio do Hamas

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