Copa beneficia vinhos brasileiros

A indústria vinífera brasileira exportou mais nos três primeiros meses do que em todo o ano passado. Em relação a igual período de 2013 o salto foi de 376%, em parte graças à campanha “Wake Up the Brazilian in You” (Desperte o brasileiro em você) promovida pela Wines of Brazil (Vinhos do Brasil) aproveitando a grande visibilidade do país em função da Copa do Mundo de Futebol

Grandes supermercados europeus como o britânico Waitrose e o germânico Kaufhof incrementaram suas encomendas de vinhos produzidos na serra gaúcha, estimulando outras redes a seguirem o mesmo caminho. Por enquanto as vendas têm sido maiores na Holanda, Bélgica e Reino Unido. O preço médio da garrafa exportada teve, este ano, um aumento de 21%, passando de R$ 3,32 para R$ 4,02.  De acordo com a executiva do ramo Ana Paula Kleinowski numa entrevista para o site just-drinks durante a famosa feira ProWein 2014 em Dusseldorf, os nossos vinhos estão nas prateleiras. Falta agora é que saiam de lá. Para ela não é da cultura brasileira beber vinhos, uma bebida reservada para ocasiões especiais e não para o dia-a-dia como é o caso da cerveja.

A má safra europeia de 2012, considerada catastrófica pelos especialistas, e a débil recuperação de 2013, estimulou a produção e o comércio dos vinhos do novo mundo, favorecendo em especial aos países mais bem bem posicionados nesse competitivo mercado, como a Austrália, a Argentina e o Chile. O Brasil, com um consumo médio anual em volta de duas garrafas por habitante contra quase quarenta da França, pouco ou nenhum proveito tem tirado dessas flutuações. No entanto, os elevados impostos e a falta de estímulos governamentais (na Argentina, por exemplo, a presidente Cristina Kirchner elevou o vinho à condição de “produto nacional”) ainda fazem do vinho brasileiro um produto caro e pouco competitivo internamente.

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