Coréia do Sul lidera ranking educacional

A Pearson Education, organização pertencente ao grupo Financial Times e Penguim Books, acaba de divulgar o Index of Cognition Skills and Educational Attainment  que edita desde 2012 com a mesma metodologia e os mesmos 40 países sob avaliação com base na proficiência em termos de conhecimentos e performance educacional. O estudo, conhecido como Curva do Aprendizado é altamente respeitado internacionalmente e desta feita foi produzido pela Unidade de Inteligência (EIU) do The Economist com informações provenientes dos três principais estudos globais na área: PISA (vide neste blog o texto “A educação é asiática”, de fevereiro último) , TIMS e PIRLS, mais análises de desempenho dos alunos reunindo dados coletados em dezembro de 2013.

Com ativas representações pelos quatro cantos do mundo, em Brasília a “Pearson Education do Brasil” tem sua sede na avenida W3 Norte, na quadra 710/711. A professora Maria Helena Guimarães de Castro da Fundação Seade de São Paulo compõe o restrito grupo de especialistas que avalizou o estudo junto à EIU.

Três países asiáticos – Coréia do Sul, Japão e Cingapura – foram considerados como os de melhor desempenho.  O Brasil ficou em 38º, à frente apenas  do México e da Indonésia. Esta é a lista completa, pela ordem: Coréia do Sul (Índice +1,30), Japão, Cingapura, Finlândia, Reino Unido, Canadá, Holanda, Irlanda, Polônia (+0,50), Dinamarca, Alemanha, Rússia, EUA, Austrália, Nova Zelândia, Israel, Bélgica, Rep. Checa, Suíça, Noruega, França, Suécia, Itália, Áustria, Eslováquia, Portugal, Espanha, Bulgária, Romênia, Chile, Grécia, Turquia, Tailândia, Colômbia, Argentina, Brasil (-1,73), México, Indonésia (-1,84).

O caso mais notável, considerando sua história pregressa, foi o da Polônia. Para os promotores do estudo, quatro lições em relação ao aprendizado de adultos podem ser tiradas: a) pouco (em termos de resultados para o país) é possível sem o básico; b) capacidades, ou habilidades educacionais precisam ser usadas para serem mantidas; c) os países devem considerar com seriedade a educação de adultos; d) a tecnologia é útil, mas não é uma panacéia. O sofrível desempenho do sistema educacional brasileiro é uma vez mais constatado apesar da forte ênfase e dos investimentos decantados pela área financeira governamental e pelas autoridades do setor ao longo das últimas décadas.

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