NEGOCIAÇÕES EM HAVANA E AS ELEIÇÕES COLOMBIANAS

O governo colombiano e as FARC negociam a paz em Havana, num processo que se arrasta há dezessete meses com o acompanhamento de Venezuela, Chile, Noruega e Cuba como nações facilitadoras. A agenda iniciada em novembro de 2012 inclui seis pontos, dos quais apenas dois até aqui foram cumpridos com acordos parcialmente satisfatórios sobre reforma agrária e participação política. Sem conclusão por parte da mesa de diálogo o terceiro tema – narcotráfico / comércio de drogas ilícitas – foi interrompido com previsão de ser retomado a partir de 12 de maio. Os principais negociadores são Humberto de La Calle representando o governo de Juan Manuel Santos e Luciano Marín, cognome Iván Márquez , pelas FARC, a guerrilha mais antiga das Américas e hoje com aproximadamente 9 mil homens em armas, afora os contingentes de apoiadores urbanos.

Humberto de la Calle pelo governo e Iván Márquez pelas FARC negociam a paz em Havana (Semana - Bogotá, 5/2014)
Humberto de la Calle pelo governo e Iván Márquez pelas FARC negociam a paz em Havana (Semana – Bogotá, 5/2014)

Tudo s e passa às vésperas das eleições presidenciais colombianas de 25 deste maio. Os dois  principais candidatos – Juan Manuel Santos que tenta a reeleição e é o favorito, Enrique Peñaloza da Alianza Verde – apóiam o processo de paz com a guerrilha esquerdista. O terceiro nas preferências é contra – Óscar Iván Zuluaga do Centro Democrático comandado pelo ex-presidente Álvaro Uribe. Enquanto isso a guerra continua.

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